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Cubana que abandonou Mais Médicos pede R$ 149 mil por dano moral e salários

Internacional|Do R7

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Brasília, 14 fev (EFE).- A médica cubana Ramona Rodríguez, que abandonou o programa Mais Médicos, entrou nesta sexta-feira com uma ação na Justiça Trabalhista para exigir uma indenização de R$ 149 mil por danos morais, direitos trabalhistas e diferença do salário de R$ 10 mil oferecido pelo governo brasileiro. O processo foi apresentado no Tribunal do Trabalho da cidade de Tucuruí, no Pará, pelo advogado João Brasil, que foi contratado pelo DEM para representar a cubana. O advogado explicou a jornalistas que a ação responsabiliza pela situação de sua cliente a União, a Prefeitura de Pacajá, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, empresa que teria intermediado a vinda da médica ao país. Ramona fazia parte do grupo de 5.400 médicos cubanos contratados para o programa Mais Médicos, lançado pela presidente Dilma Rousseff para trazer profissionais estrangeiros para trabalhar no interior do país e na periferia de grandes cidades. No entanto, na semana passada a cubana desertou, solicitou refúgio no país e alegou, entre outras razões, que se sentia discriminada em seu trabalho. O salário oferecido pelo governo aos médicos estrangeiros é de R$ 10 mil por mês, mas Ramona garante que só recebia US$ 400 por mês (cerca de R$ 965) e que outros US$ 600 eram depositados mensalmente em uma conta em Cuba. Ao contrário dos outros estrangeiros, a situação dos médicos cubanos tem suas próprias particularidades, já que foram contratados por meio um acordo assinado pelos governos do Brasil e Cuba no marco da OPAS. Segundo esse acordo, o Brasil deposita o dinheiro dos salários dos médicos cubanos em contas da OPAS, que o transfere ao governo de Havana e este, por sua vez, se responsabiliza pelo pagamento a seus profissionais. O advogado da médica cubana explicou que cerca de 60% do dinheiro exigido na indenização corresponde a direitos trabalhistas não recolhidos, enquanto o resto é relativo a "danos morais". Segundo o Ministério da Saúde, responsável pela execução do Mais Médicos, além de Ramona, nas últimas semanas desertaram outros quatro médicos cubanos, sendo que um deles já viajou aos Estados Unidos. EFE ed/rsd

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