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Cúpula da UE impulsionará luta contra fraude fiscal

Internacional|Do R7

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Bruxelas, 22 mai (EFE).- Os chefes de Estado e do Governo da União Europeia (UE) se reúnem nesta quarta-feira em Bruxelas para intensificar a luta contra a fraude e a evasão fiscal, além de trabalhar na eliminação dos resquícios usados pelas multinacionais para fugir dos impostos. Segundo anteciparam fontes diplomáticas, os líderes dos 27 pretendem dar um "impulso político" e fixar calendários para alcançar esses objetivos, além de promover a troca automática de informação bancária. Bruxelas calcula que a União perde 1 trilhão de euros a cada ano por causa da fraude e da evasão, um número que equivale a todo o Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha. Nos últimos meses, o debate em torno dessa unificação ganhou força após vários escândalos, como o da conta oculta do ex-ministro francês de Orçamento Jérôme Cahuzac na Suíça e o "Offshore Leaks", a lista de supostos sonegadores divulgada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ). No entanto, o impulso que faltava para o avanço desta questão veio após o "Grupo dos Cinco" (Alemanha, França, Reino Unido, Espanha e Itália), criado para trabalhar na troca multilateral de informação. Ontem, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, declarou que essa possível troca de informação sobre todos os tipos de receitas deverá ser alcançada no ano de 2015. Antes da realização da cúpula, Luxemburgo advertiu que hoje não será possível avançar nas decisões dos ministros de Economia da UE obtidas no último dia 14, quando deram à Comissão Europeia o mandato de negociar com a Suíça, Liechtenstein, Andorra, Mônaco e San Marino novos convênios sobre informação bancária, embora não tenham avançado sobre outro aspecto fundamental, sobre a tributação da poupança. Esta se encontra estagnada desde 2008 pela oposição de Luxemburgo e Áustria, que não querem se sentir em desvantagem frente a outros centros financeiros e preferem esperar o resultado das negociações com esses países extracomunitários. Segundo os analistas, vários países querem a aprovação imediata dessa direção revisada, enquanto a Áustria e Luxemburgo seguem resistindo. Desta forma, a cúpula de hoje poderia vivenciar novamente uma indecisão neste aspecto. A última minuta de conclusões, em todo caso, se limita estabelecer um prazo até o fim do ano. No campo das multinacionais, a UE adiantará os trabalhos sobre as recomendações da Comissão Europeia sobre o planejamento fiscal agressivo e a mudança de benefícios e pedirá a Bruxelas que apresente antes do fim de ano uma revisão da direção sobre sociedades matrizes e filiais, além de uma análise das disposições contra os abusos recolhidas na legislação. A política energética será o outro grande assunto da cúpula, em uma tentativa por mobilizar esse âmbito para melhorar a competitividade, o emprego e o crescimento. EFE mvs/fk

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