Damasco insiste que diálogo de paz seja em território sírio
Internacional|Do R7
Damasco, 13 fev (EFE).- O regime de Damasco afirmou nesta quarta-feira que está aberto ao diálogo com a oposição, mas que as conversas devem ser realizadas em território sírio, após as informações divulgadas sobre um possível encontro em Moscou. "As portas de Damasco estão abertas para o diálogo sobre o território sírio com a oposição interna e externa", assegurou em comunicado o Ministério das Relações Exteriores sírio. A nota, divulgada pela agência oficial síria "Sana", afirma que as negociações devem se basear "no programa para uma solução política adotado pelo governo sírio e que já começou". Damasco responde desta forma às supostas informações divulgadas sobre um encontro entre o ministro das Relações Exteriores sírio, Walid Muallem, e representantes da oposição na Rússia. O Ministério nega esses "rumores", que surgiram - diz a nota - de declarações atribuídas ao vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Bogdanov, que vinculam a próxima visita a Moscou de Muallem com outras de grupos opositores. O ministro para a Reconciliação Nacional da Síria, Ali Haidar, disse ontem aos jornalistas em Damasco que "o diálogo nacional deve ser realizado em território sírio e sob a supervisão dos sírios". Haidar afirmou, além disso, que o governo está disposto a dialogar com a oposição se esta abandonar as armas e não estabelecer condições para o início das conversas. O líder da Coalizão para as Forças da Revolução e a Oposição Síria (CNFROS), Muaz al Khatib, apresentou no dia 30 de janeiro um plano propondo conversas com o vice-presidente sírio, Farouk Al Shara. Khatib, em princípio, aceitou realizar uma eventual reunião no exterior, em cidades como Cairo e Istambul, mas depois disse que também poderia iniciar o diálogo nas regiões do norte do país, sob controle dos rebeldes. Apesar da proposta de Khatib ter recebido críticas de seus próprios companheiros, parece que a CNFROS poderia se abrir ao diálogo com algumas ressalvas, assim como anunciou o Exército Livre da Síria (ELS). EFE gb-aj-mv/rpr












