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Debate sobre drogas revela divergências em assembleia da OEA

Internacional|Do R7

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Antígua (Guatemala), 5 jun (EFE).- As divergências sobre as novas formas de abordar o problema das drogas ficaram latentes nesta quarta-feira, na sessão plenária da 43ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), cujos países-membros continuam sem um consenso sobre a declaração final. A assembleia tenta conseguir um avanço no debate sobre uma política integral para combater o problema mundial das drogas na América, sem a expectativa que seja tomada uma resolução a respeito. Nas exposições desta quarta-feira, países como Estados Unidos e Nicarágua reafirmaram sua rejeição a uma possível descriminalização das drogas, enquanto Guatemala e México falaram de novos enfoques que amparem, inclusive, não criminalizar o consumo dessas substâncias em alguns casos. "Aos que falam de legalização (das drogas), direi que os desafios vão muito além de um ingrediente", disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em seu discurso. Kerry reconheceu perante o plenário da reunião a "responsabilidade compartilhada" dos Estados Unidos, o maior consumidor de cocaína do mundo, na luta contra as drogas. A Nicarágua alegou que "não há justificativa para descriminalizar nem legalizar as drogas", o que, acrescentou seu representante perante a OEA, Denis Moncada, seria uma "ignomínia". A representante do México, Vanessa Rubio, falou em dar prioridade ao enfoque de saúde pública na luta antidrogas que, entre outros aspectos, poderia "garantir o tratamento e a recuperação" dos viciados e inclua "não criminalizar o consumo em alguns casos". A Bolívia disse que o modelo atual de luta antinarcóticos fracassou, entre outras razões, porque "culpou pelo problema das drogas principalmente os produtores de folha de coca". As novas formas de luta contra as drogas devem "responder às necessidades particulares de cada país, dando ênfase às políticas sociais", acrescentou o chanceler da Bolívia, David Choquehuanca. Por sua vez, a Guatemala, promotora da iniciativa de estudar novas formas para fazer frente à questão das drogas, argumentou que "uma mudança de foco é necessária" após cinco décadas de uma guerra que só deixou milhares de mortos e potentes redes criminosas, alegou seu representante, José Vielmann. Entre os países membros, continua em divergência o ponto no qual se pede aos membros da OEA a acompanhar as ações e políticas de outros países que promovem a legalização do consumo da maconha. Além do debate sobre as drogas, a Assembleia Geral aprovou nesta quarta-feira a Convenção Interamericana contra o racismo, a discriminação racial e outras formas de intolerância, e a Convenção Interamericana contra qualquer forma de discriminação e intolerância. EFE gf/id (foto)

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