Declaração do Mercosul critica espionagem dos EUA e "ofensa" a Morales
Internacional|Do R7
Montevidéu, 12 jul (EFE).- Os chefes de Estado e Governo do Mercosul fecharam nesta sexta-feira sua cúpula semestral em Montevidéu com uma declaração na qual rejeitaram a suposta espionagem dos Estados Unidos a países da região e a "ofensa" ao presidente da Bolívia, Evo Morales, por parte de alguns países europeus. O encontro terminou com a transferência da Presidência temporária do Mercosul do Uruguai para a Venezuela, que a exercerá pela primeira vez desde que entrou no bloco comercial. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, recebeu o comando do Mercosul lembrando seu antecessor como governante de seu país, Hugo Chávez, falecido em março, e destacou que o processo de incorporação da Venezuela começou há mais de seis anos. Na declaração final, os líderes expressaram sua "indignação" e "firme rejeição" à atitude de "alguns países europeus" de impedir no dia 2 de julho o sobrevoo e/ou aterrissagem do avião que levava Morales. Essa atitude constitui uma "uma grave ofensa à posse do presidente e a todo o Mercosul", afirmaram. Os líderes também rejeitaram "enfaticamente" as "ações de espionagem" e "interceptação das telecomunicações" dos países da região por parte dos Estados Unidos. Essas atitudes "violam a soberania" das nações latino-americanas e "prejudicam o normal desempenho das relações entre os países", afirmaram. Participaram da cúpula a presidente Dilma Rousseff e os governantes de Argentina (Cristina Kirchner) e Uruguai (José Mujica). O Paraguai, quinto integrante do bloco, não foi representado pois está suspenso há um ano. EFE jf/id (foto) (vídeo)











