Depardieu fala em planos de filmar em Grozni durante visita a Chechênia
Internacional|Do R7
Moscou, 25 fev (EFE).- O ator Gérard Depardieu, cidadão russo desde o início do ano, anunciou seus planos de fazer um filme sobre a capital da Chechênia, Grózni, durante uma visita à república russa. "Quero fazer cinema aqui. Mostrar que em Grózni se pode fazer um filme, um grande filme. Sobre a Chechênia, se diz muito que é uma região difícil. Queria vir e ver por mim mesmo", afirmou Depardieu, citado hoje pelas agências locais. Depardieu se mostrou "convencido de que aqui vive gente realmente feliz, já que para dançar e cantar como os chechenos fazem, é preciso ser verdadeiramente feliz". "Quero contar como uma pessoa conseguiu reconstruir uma cidade em cinco anos. Eu vi como era há cinco anos. Os chechenos são um povo muito orgulhoso e antigo. Os senhores têm tradições muito fortes", analisou. O ator, que reconheceu que ainda sabe pouco sobre a cultura chechena, assegurou que tinha muita vontade de retornar a Grózni para ver outra vez as danças populares que tanto lhe impressionaram quando visitou a cidade há vários meses. Há poucos dias, Depardieu, que em 2011 interpretou Rasputin em uma coprodução russo-francesa para a televisão, também mostrou um grande interesse pelo chefe cossaco, Yemelián Pugachov, que se rebelou contra os czares no final do século XVIII. O líder checheno, Ramzan Kadyrov, concedeu ao ator hoje a cidadania honorífica da república e as chaves de um apartamento de cinco quartos em Grózni, o que foi criticado pela imprensa russa. "Gérard Depardieu já não é apenas nosso convidado. A República da Chechênia é agora sua casa. O senhor conhece toda a beleza e a profundidade da cultura do povo checheno", disse Kadyrov. Depois que Depardieu anunciou sua decisão de renunciar à cidadania francesa, Kadyrov se ofereceu para acolher na Chechênia o lendário artista, que definiu como "um humanista, um homem com letras maiúsculas". No entanto, Depardieu já se recenseou neste sábado como residente permanente na cidade de Saransk, capital da república da Mordóvia, na parte europeia da Rússia. "Não quereria viver em Moscou. Há muito trânsito, o que é muito estressante. Lá (em Saransk) acho que ficarei muito mais tranquilo", disse. No mês passado, as autoridades mordovas propuseram a Depardieu o cargo de ministro da Cultura da república, ao que o ator declinou com o argumento que ele é "ministro da Cultura do mundo". Gérard Depardieu, um mito na França, decidiu renunciar à cidadania francesa e transferir seu domicílio fiscal para a Bélgica devido à decisão do governo francês de elevar para 75% o imposto sobre a renda dos mais ricos. EFE io/tr













