Internacional Depois de batalha judicial, morre britânico de 12 anos que ficou 4 meses em coma 

Depois de batalha judicial, morre britânico de 12 anos que ficou 4 meses em coma 

Archie Battersbee foi encontrado, em abril, com sinais de pressão no pescoço e danos cerebrais causados por falta de oxigênio 

AFP

Resumindo a Notícia

  • Archie Battersbee, de 12 anos, foi encontrado, em abril, inconsciente e com marcas no pescoço
  • Suspeita-se que ele tenha feito o “Blackout Challenge”, o Desafio do Apagamento, do TikTok
  • Também foram vítimas do desafio crianças dos Estados Unidos, Itália e Estados Unidos
  • Com a morte cerebral de Archie, seu tratamento foi interrompido pela Justiça; pais não aceitavam
Archie Battersbee, 12 anos, morreu depois de hospital ser autorizado a parar tratamento

Archie Battersbee, 12 anos, morreu depois de hospital ser autorizado a parar tratamento

Reprodução da internet/theguardian.com

Archie Battersbee, de 12 anos, morreu em Londres neste sábado (6), às 12h15 (8h15 no horário de Brasília), depois de ter ficado quatro meses em coma, em estado de morte cerebral. Ele era mantido vivo por meio de aparelhos em um hospital, que somente agora conseguiu permissão para desconectá-lo, após uma batalha judicial movida pelos pais do garoto, Hollie Dance e Paul Battersbee, contra o sistema de saúde britânico. 

"Archie lutou até o fim, estou orgulhosa de ser sua mãe", disse Hollie em entrevista à TV. 

Em 7 de abril, a mãe encontrou Archie inconsciente em casa, com sinais de que havia prendido o pescoço para dificultar a respiração, provavelmente como parte de um desafio online, popular na rede social TikTok. Trata-se do Blackout Challenge, ou "Desafio do Apagamento", do qual, ao que se sabe, também foram vítimas cinco crianças dos Estados Unidos, um garoto da Austrália e uma menina da Itália, todos com danos causados pela diminuição de oxigênio no cérebro.

Em meados de julho, a Justiça britânica autorizou o hospital a interromper os tratamentos que mantinham o menino vivo, que incluíam ventilação mecânica em combinação com medicamentos. Os médicos confirmaram que se tratava de um caso irreversível, o que justificava a decisão.

Entretanto, os pais de Archie, com o apoio de uma organização cristã, não aceitavam o diagnóstico e a determinação judicial. Eles desejavam que o filho fosse mantido vivo até que tivesse uma morte natural, e entraram na Justiça com vários recursos.

Todos os pedidos de Hollie e Paul foram negados pelas cortes britânica e europeia, já que a análise clínica do paciente mostrou que não havia outra opção. Os procedimentos médicos foram interrompidos às 10h deste sábado (6h no horário de Brasília). 

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