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‘Revolução dos drones’ permite que Ucrânia faça frente à Rússia na guerra; entenda

Especialista analisa desenvolvimento da tecnologia pelos ucranianos, que fecharam acordo de produção com a UE nesta quarta (15)

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ucrânia tem se destacado no desenvolvimento de tecnologia de drones durante a guerra com a Rússia.
  • O país tornou-se um importante exportador de drones, com países como Israel adquirindo seus equipamentos.
  • Um acordo entre Ucrânia e União Europeia foi firmado para ampliar a produção de drones, combinando experiência ucraniana com escala industrial europeia.
  • A utilização de drones pela Ucrânia tem isolado regiões estratégicas russas e afundado importantes navios, demonstrando a eficácia dessa tecnologia no conflito.

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Está em curso uma revolução tecnológica que tem como palco a guerra entre Rússia e Ucrânia, aponta o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin. Em entrevista ao Conexão Record News, ele analisa como o conflito impulsionou o desenvolvimento de uma “disruptiva” tecnologia de drones e como os ucranianos saíram à frente e se tornaram referência no novo mercado.

“A Ucrânia se tornou um país importante nessa indústria, tem exportado seus equipamentos [...]. Até mesmo Israel está comprando drones da Ucrânia para fazer frente aos drones do Irã, por exemplo. E isso acontece com vários países europeus também.” Nesta quarta-feira (15), Ucrânia e União Europeia selaram um acordo para ampliar a produção de drones. Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, será reunida a experiência ucraniana com a escala industrial europeia.


Parceria é de interesse à UE e à Ucrânia, que pode continuar a produzir seus armamentos em países que não estão sendo bombardeados Reprodução/Record News

Segundo Brustolin, tem ficado evidente que a própria Rússia não consegue defender o seu território contra ataques coordenados da Ucrânia. “Então, interessa à Europa esse tipo de parceria, interessa à Ucrânia também, porque pode continuar a produzir os seus armamentos em territórios de países que não estão sendo bombardeados, e, enquanto isso, a situação vai ficando cada vez mais complicada.”

Ele pontua que localidades estratégicas para os russos, como a Crimeia — que está se transformando em uma “espécie de ilha” —, têm se tornado cada vez mais isoladas em razão dos ataques ucranianos a estradas e pontes. Mesmo importantes navios russos não têm conseguido cumprir o seu papel. “A principal embarcação da Rússia no Mar Negro, a Moskva, foi afundada pela Ucrânia, que é um país que nem tem uma marinha de guerra. Por aí nós vemos a revolução que os drones têm trazido”, conclui.

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