Semanas após terremotos, venezuelano mantém busca incansável por mãe, irmão e sobrinha
Enquanto equipes internacionais vasculham áreas devastadas, parentes vivem a incerteza sobre vítimas soterradas
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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À medida que as equipes de resgate prosseguem com as buscas após os terremotos que abalaram a Venezuela em 24 de junho, muitas famílias ainda enfrentam a angústia de não saber o que aconteceu com seus entes queridos desaparecidos. Os voluntários, também no meio da destruição, se juntam às buscas na esperança de encontrar seus próprios familiares.
Um dos voluntários, Miguel Báez, tem procurado por sua mãe, seu irmão e sua sobrinha, que estão desaparecidos após o colapso de um edifício de 12 andares de um conjunto habitacional situado no distrito de Caraballeda, em La Guaira. O voluntário começou a trabalhar na primeira noite dos abalos sísmicos. Cães farejadores vasculharam a área, e equipes de resgate do Brasil, Estados Unidos, México, Honduras e outros países entraram com sensores.
“Eu quero ficar aqui pela incerteza de não saber se eles sobreviveram ou morreram. E também, para pelo menos encontrá-los e dar um sepultamento digno, como eles merecem”, afirma Báez.
Báez dorme em barracas doadas, ao lado de outros parentes, enquanto máquinas pesadas removem os escombros. Em meio ao mau cheiro e às nuvens de moscas, ele sabe que corre risco de adoecer. “A maioria de nós aqui, por estarmos expostos aos odores, às bactérias, acaba contraindo coisas como gripe, febre, infecções ou bronquite e precisamos de atendimento médico”, relata.
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