Deputado sul-coreano é acusado de conspirar a favor da Coreia do Norte
Internacional|Do R7
Seul, 26 set (EFE).- A Procuradoria da Coreia do Sul apresentou uma acusação formal de conspiração contra um deputado do país que teria criado uma organização ilegal de apoio ao regime comunista da Coreia do Norte. O deputado, identificado como Lee Seok-ki, da extrema esquerda do Partido Progressista Unificado (PPU), é acusado de liderar uma conspiração para organizar uma rebelião, além de incitar outras pessoas e de simpatizar com a Coreia do Norte, declarou nesta quinta-feira o procurador da cidade de Suwon, que qualificou o comportamento de Lee e seus seguidores como "muito perigoso". De acordo com as autoridades sul-coreanas, Lee e seus seguidores estão sendo acusados de promover o caos social para instaurar o comunismo na Coreia do Sul, o que "claramente constitui um delito de conspiração para cometer traição e incitação". Os supostos delitos de Lee supõem uma violação da Lei de Segurança Nacional do Sul, promulgada em 1948 e que, por conta de seu caráter anticomunista, proíbe toda ação que sirva para "preparar, conspirar, fazer propaganda ou instigar uma rebelião contra o Estado". Chamado "Organização Revolucionária", o grupo secreto liderado por Lee, de cerca de 130 membros, supostamente possui vínculos com a Coreia do Norte, já que, segundo a justiça sul-coreana, a organização apoiaria o país vizinho em caso de guerra ao se propor a destruir as infraestruturas básicas do Sul. Além de Lee, ontem a Procuradoria apresentou acusações contra outros três supostos integrantes desta organização. No entanto, o deputado, que o tempo todo defendeu sua inocência, assegurou ser vítima de uma "conspiração inventada" pelo Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS). Os defensores de Lee alegam que o Serviço Nacional de Inteligência realiza uma "caça de bruxas" contra este conhecido representante da extrema esquerda para cobrir o mais recente escândalo ligado ao NIS. Vários funcionários deste órgão foram acusados de terem atuado na campanha das últimas eleições presidenciais (com identidades falsas) a favor da candidata conservadora Park Geun-hye, que ganhou o pleito e, atualmente, preside o país asiático. EFE aaf/fk












