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Desmistificando o fast-food em Washington

Um centro gastronômico foi inaugurado ma cidade, em novembro, recebe produtores locais, açougueiros e outros profissionais dispostos a oferecer guloseimas saborosas e refeições rápidas

Internacional|Do R7

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Union Market em Washington, capital dos EUA
Union Market em Washington, capital dos EUA Vanessa Vick for The New York Times

Tradicionalmente, o cenário gastronômico de Washington é conhecido por seus restaurantes "poderosos", casas classudas e sofisticadas, geralmente comandadas por chefs famosos, onde políticos fazem acordos e degustam pratos corretos; recentemente, porém, a cidade começou a apostar na versão mais "leve" da alta gastronomia ‒ e o resultado é que vários restaurantes casuais abriram as portas para oferecer opções inovadoras, acessíveis e vibrantes que desmistificam o fast-food.

O Union Market (1309 Fifth St. NE), onde o movimento surgiu, é um centro gastronômico bem transado na região nordeste, uma das mais áridas da cidade. Desde que foi inaugurado, em novembro, recebe produtores locais, açougueiros e outros profissionais dispostos a oferecer guloseimas saborosas e refeições rápidas.


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No Rappahannock Oyster Company, por exemplo, os clientes se instalam num longo balcão para degustar frutos do mar de Chesapeake Bay e beber vinho; a alguns metros dali, o trailer de comida mais popular da área, o Takorean, estabeleceu sua presença graças aos tacos com inspiração coreana que oferece; já o Buffalo & Bergen prepara egg creams (bebida que leva leite, água com gás e calda de chocolate), floats (root beer com uma bola de sorvete) e coquetéis preparados com xaropes artesanais em sabores como sassafrás com laranja e groselha apimentada.


"Os produtos são de alta qualidade – sempre encontro costeletas de carneiro excelentes", diz Roy Edroso, cliente fiel do mercado. "Mas eu venho mesmo por causa dos pratos prontos. São maravilhosos."

As carnes curadas são a atração da DGS, ou District Grocery Store Delicatessen (1317 Connecticut Ave. NW; 202-293-4400), versão mais moderna da delicatessen judaica. Praticamente tudo – picles, pastrami, carne enlatada, o chucrute do sanduíche Reuben, até a mostarda – é feito artesanalmente. Um salão arejado, com paredes de tijolinhos e prateleiras com vidros e mais vidros de picles dá para uma cozinha aberta e um balcão que oferece sanduíches rápidos na hora do almoço.


Longe dali, há uma cadeia de fast-food que pretende revolucionar o gênero: a Chipotle Mexican Grill escolheu Washington para testar seu novo conceito culinário do sudeste da Ásia, abrindo a primeira filial no Shop House (1516 Connecticut Ave. NW; 202-232-4141), em Dupont Circle, em 2011. O restaurante tem o mesmo ambiente industrial-chic, usa os mesmos ingredientes frescos e trabalha no mesmo estilo de cafeteria do original. É possível combinar noodles ou arroz com carne grelhada ou tofu, legumes refogados e molhos como o vinagrete de tamarindo azedinho ou o curry vermelho apimentado. A casa faz tanto sucesso que a empresa já está planejando abrir outra casa em Georgetown e uma em Los Angeles.

"Washington tem uma população muito internacional e novos clientes abertos para todos os tipos de novidades", diz Chris Arnold, diretor de comunicações da Chipotle Mexican Grill. "É mais ou menos como Nova York, mas sem toda aquela badalação."

Quase ao lado do Shop House fica um empório de saladas bonitinho e agitado, o Sweetgreen (1512 Connecticut Ave. NW e outros endereços; 202-387-9338), que combina legumes e verduras produzidos localmente de maneira criativa ‒ como a "sabzi apimentada", com espinafre baby, brócolis assados, quinoa, sriracha (molho de pimenta tailandês) e vinagrete de cenoura e malagueta. O cardápio na lousa indica a origem de vários ingredientes, como o queijo de cabra de Maryland ou a couve de Delaware. Inaugurado por três alunos da Universidade Georgetown, em 2007, o negócio já conta com doze lojas.

"A densidade de jovens profissionais e estudantes por aqui é bem alta", diz Nicholas Jammet, um dos donos. "É um pessoal que come com consciência, mas não quer ou não gosta de cozinhar."

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