Destruição impede saber situação da área do epicentro de terremoto do Nepal
Internacional|Do R7
Genebra, 26 abr (EFE).- A destruição ou o bloqueio de vias por causa de deslizamentos de terra e a interrupção das comunicações com as cidades e povoados mais próximos ao epicentro do terremoto de ontem no Nepal impedem até agora a obtenção de informação exata sobre sua situação, informou neste domingo a Cruz Vermelha. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) está mobilizando ajuda de seus escritórios em Nova Délhi, Kuala Lumpur e Bangcoc. "Estamos muito preocupados com a sorte de comunidades em cidades e povoados de áreas rurais mais próximas ao epicentro", declarou o diretor da Federação para a Ásia-Pacífico, Jagan Chapagain. O epicentro do terremoto, que causou mais de 2.300 mortes e deixou mais de 6.000 feridos, se localizou a 80 quilômetros de Katmandu, em Lamjung, distrito de Gorka, onde os danos foram muito severos. "Os caminhos foram danificados ou bloqueados por deslizamentos de terra, e as comunicações caíram, o que nos impede de entrar em contato com os braços locais da Cruz Vermelha para obter informação exata. Antecipamos que há considerável destruição e perda de vidas", sustentou Chapagain. A organização humanitária, com sede em Genebra, lembrou que uma estimativa anterior da Sociedade Nacional Nepalesa de Tecnologia de Terremotos indicava que um terremoto de grandes proporções podia provocar o deslocamento forçado de 1,8 milhão de pessoas, matar 100.000 e deixar outras 300.000 feridas. Nesse sentido e de acordo com a intensidade do movimento telúrico de ontem, Chapagain disse que "o povo necessitará de apoio considerável, incluindo alimentos, água, atendimento médico e refúgios de emergência". EFE is/rsd













