Detido nos EUA novo suspeito de enviar cartas com ricina a Obama e senador
Internacional|Do R7
(Atualiza com acusação ao suspeito). Washington, 27 abr (EFE).- Autoridades da cidade de Tupelo, no estado do Mississipi, detiveram um novo suspeito de participação no caso de envio de cartas com a substância letal ricina ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a um senador republicano, informou neste sábado a imprensa local. O chefe de polícia de Tupelo, Tony Carleton, confirmou hoje que as autoridades detiveram um homem identificado como James Everett Dutschke por volta de 1h (3h de Brasília), segundo o "Northeast Mississipi Daily Journal". Dutschke foi acusado de "desenvolver conscientemente, produzir, armazenar, transferir, adquirir, guardar e possuir um agente biológico ou toxina para seu uso como uma arma", declarou horas mais tarde o escritório do procurador-geral do Distrito Norte do Mississipi. O suspeito irá na segunda-feira a um tribunal federal em Oxford (Mississipi) e, se for condenado, enfrentará a pena máxima de prisão perpétua, uma multa de US$ 250 mil e até 5 anos de liberdade condicional, informou o escritório em comunicado. A detenção acontece quatro dias depois que as autoridades retiraram as acusações contra outro indivíduo, Paul Kevin Curtis, que detiveram na semana passada após identificá-lo como suspeito. Curtis foi libertado quando o FBI concluiu que não havia provas de sua relação com o caso, pouco depois que sua advogada, Christi McCoy, afirmou que alguém havia armado uma cilada para ele e durante uma audiência apontou Dutschke como possível responsável. As autoridades federais vasculharam na terça-feira e na quarta-feira a casa de Dutschke e o espaço onde dava aulas de Taekwondo, mas ainda não se sabe se foi encontrada informação que o ligue ao envio das cartas com o veneno. Em uma conversa por telefone na segunda-feira com o "Daily Journal", Dutschke negou "categoricamente" qualquer relação com o incidente e assegurou que só tinha visto Curtis "duas vezes" em sua vida, já que trabalhava com seu irmão Jack. O acusado disse que suspeita que a ex-mulher de Curtis tenha dado seu nome ao FBI quando lhe pediram para nomear a pessoa que poderia ter feito uma armadilha a seu antigo marido. Curtis, um imitador de Elvis que segundo sua família sofre de transtorno bipolar, foi detido no dia 17 de abril pelo FBI e pela polícia local em Corinth, muito próximo a Tupelo, onde Dutschke mora. Foi acusado de ameaçar "matar ou causar danos físicos ao presidente dos EUA", mas o Departamento de Justiça finalmente retirou as acusações. Segundo as autoridades, as cartas enviadas a Obama e ao senador republicano pelo Mississipi Roger Wicker foram remetidas em 8 de abril de Memphis (Tennessee), e continham o mesmo texto que outra enviada pouco antes a um juiz no Mississipi. "Ninguém quis me ouvir antes. Continua havendo 'peças desaparecidas'. Pode ser que agora tenha sua atenção, inclusive se isso significar que alguém deve morrer", dizia o texto. "Isso precisa parar. Ver algo errado e não denunciar é se tornar um aliado silencioso", acrescentava a mensagem. A assinatura, "sou KC e aprovo esta mensagem", levou as autoridades a suspeitar de Kevin Curtis, que havia postado a mesma frase em algumas mensagens na internet e no Facebook. Após várias análises, o FBI confirmou que tanto a carta dirigida a Obama como a enviada a Wicker realmente continham ricinina, uma proteína tóxica encontrada em sementes da mamona cujo pó esbranquiçado é mortal só por inalá-lo, se chegar à corrente sanguínea. EFE llb/tr













