Dez mil manifestantes pró-Rússia fazem ato contra Kiev em Donetsk
Eles afirmam que não vão deixar os nacionalistas governarem
Internacional|Do R7

Mais de 10 mil pessoas participaram de uma manifestação neste sábado (1º) em Donetsk, reduto do presidente deposto Viktor Yanukovich, no leste da Ucrânia, contra as novas autoridades de Kiev.
Muitos manifestantes levavam bandeiras russas, e uma foi colocada na sede da administração regional de Donetsk durante o ato.
"Rússia! Rússia!", gritavam os manifestantes ao ouvirem alguns líderes do movimento que subiram num palanque improvisado.
Eles declaravam seu apoio à aspiração da Crimeia de fazer parte da Rússia.
Nos últimos dias, alguns homens armados invadiram diversos aeroportos e prédios administrativos na Crimeia, península pró-russa do sul da Ucrânia. O novo governo de Kiev denuncia uma invasão russa.
Panfletos chamando a uma desobediência ao poder de Kiev foram distribuídos durante a manifestação.
Militares russos tomam alvos estratégicos na Crimeia
Primeiro-ministro da Ucrânia pede que Rússia retire suas tropas na Crimeia
"Estamos indignados com o que está acontecendo em Kiev. Não deixaremos os nacionalistas entrarem na nossa cidade", declarou Olexandre, um manifestante de 40 anos.
Originário da região, o presidente Viktor Yanukovich foi deposto há uma semana pelo parlamento, após três meses de intensos confrontos no centro de Kiev, deixando 83 mortos em três dias, quando a situação se tornou mais crítica.
No centro de Sebastopol, porto da Crimeia que abriga a frota russa do mar Negro, cerca de 3.000 pessoas participaram de uma manifestação. "Sebastopol, Rússia", gritavam os participantes do ato, que empunhavam bandeiras russas.
"Não reconheço o presidente interino da Ucrânia, sou contra a 'ucranização' forçada. Sou cidadã soviética, quero viver em paz", declarou Tatiana Leonova, 55 anos.
"Yanukovich é nosso presidente. Os ocidentais estão por trás de um golpe de Estado em Kiev", disse um outro manifestante, Vassili Tchaikin. "Sebastopol e a Crimeia devem pertencer à Rússia", afirmou Andrian Poteriakhin, 60 anos.










