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Dezenas de civis são executados por forças do regime sírio em zona litorânea

Internacional|Do R7

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Cairo, 2 mai (EFE).- Dezenas de civis foram executados a tiros e degolados com facas nesta quinta-feira por forças do regime sírio em uma aldeia da província de Tartus, no litoral mediterrâneo sírio, informaram grupos da oposição. O Observatório Sírio de Direitos Humanos assinalou em uma nota que, segundo testemunhas, pelo menos 50 pessoas foram executadas de maneira sumária na cidade de Al Baida, embora, de acordo com alguns testemunhos, esse número poderia ultrapassar a centena. Enquanto isso, segundo outros grupos opositores como os Comitês de Coordenação Local, existem "dezenas de vítimas", embora seu número exato ainda não possa ser precisado. De acordo com os depoimentos recolhidos pelo Observatório, os milicianos pró-governo, ou "shabiha", que supostamente cometeram as execuções procedem de aldeias vizinhas de maioria alauita, a confissão do presidente sírio, Bashar al Assad, que tem seu principal reduto nestas zonas litorâneas. Embora ainda se desconheça a confissão das vítimas, estes fatos não têm precedente na província de Tartus, que tinha se mantido relativamente à margem do sangrento conflito. O Exército bombardeou primeiro Baida com tanques e bombas e, em seguida, os "shabiha" invadiram o povoado e incendiaram casas. Estes milicianos, acusados pela oposição das maiores atrocidades, efetuaram uma ampla campanha de detenções, executaram as vítimas e queimaram muitos dos cadáveres, acrescentaram os Comitês. Este grupo denunciou que entre os falecidos há mulheres e que a situação humanitária na cidade é muito grave, devido à falta de hospitais de campanha ou acampamentos para receber refugiados. Banyas, uma das principais localidades desta zona e em cuja periferia se encontra Baida, foi cenário hoje também de combates pouco frequentes entre as tropas do regime e os rebeldes. A onda de protestos iniciada em março de 2011 na Síria abriu passagem a uma guerra civil, com mais de 70 mil mortos e milhões de deslocados internos e refugiados, segundo dados da ONU, que calculou em 6,8 milhões o número de pessoas que necessitam assistência. EFE aj-mv/rsd

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