Diálogos entre Governo e Farc serão retomados após recesso natalino
Internacional|Do R7
Havana, 13 jan (EFE).- O Governo da Colômbia e as Farc retomam na segunda-feira, após o recesso pelo Natal, seus diálogos de paz em Havana, que continuarão centrados no problema da terra, após a mesa de conversas receber as contribuições da sociedade colombiana sobre o tema. As equipes negociadoras abrirão a primeira rodada de conversas de 2013 com um novo elemento na mesa de trabalho: as 546 propostas do encontro que foi realizado em dezembro em Bogotá entre 1.314 representantes da sociedade civil, organizado pelo Centro de Pensamento e Seguimento ao Diálogo de Paz da Universidade Nacional e a ONU. Trata-se de 11 publicações que reúnem os relatórios e conferências das 21 mesas de trabalho e das 10 de socialização que foram formadas durante o fórum, no qual participaram 1.314 representantes de 522 organizações dos 32 departamentos do país, entre os quais figuraram camponeses, empresários, indígenas, mulheres, afrodescendentes, vítimas e outros setores. Este fórum foi um dos mecanismos de participação cidadã desenhados pelo Governo e as Farc no novo processo para tentar alcançar a paz na Colômbia, que começou em outubro em Oslo (Noruega) e cujas negociações são realizadas desde 19 de novembro em Havana, sede permanente do diálogo. O problema da terra na Colômbia é o primeiro tema da agenda de cinco pontos dos diálogos de paz entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Governo. O resto dos assuntos pactados nesse "roteiro" são a entrega das armas por parte do grupo guerrilheiro, a entrada dos rebeldes desmobilizados na vida política, o narcotráfico e a reparação às vítimas do conflito. A definição dos mecanismos de participação da sociedade colombiana no processo de diálogo foi o assunto que centrou as rodadas de diálogo entre novembro e dezembro, onde as partes chegaram a acordos para lançar um site onde os cidadãos possam dar suas sugestões sobre o processo. Os negociadores também acordaram na realização do fórum de discussão cidadã sobre política integral agrária em Bogotá, no qual pactuaram que não participariam nem representantes do Governo e nem da guerrilha. Os diálogos de paz de Havana começaram em novembro com o anúncio de um cessar-fogo unilateral das Farc até 20 de janeiro para facilitar as conversas. Um das dúvidas que são colocadas no ciclo do diálogo que será aberto amanhã é se a guerrilha prorrogará essa cessação de hostilidades. No mês passado, o número dois das Farc e líder dos delegados da guerrilha em Havana, Luciano Marín (conhecido como "Ivan Márquez") comentou que por enquanto não contemplaram a possibilidade de prorrogar esse cessar-fogo e reivindicou que a cessação de hostilidades seja bilateral. A equipe negociadora das Farc que é liderada por Márquez em Havana, é integrado pelos guerrilheiros Rodrigo Granda (conhecido como "Ricardo Téllez"), Jesús Emilio Carvajalino ("Andrés Paris"), Luis Alberto Albán ("Marco León Calarcá"), Seuxis Paucias Hernández ("Jesús Santrich") e a holandesa Tanja Nijmeijer. O ex-vice-presidente colombiano Humberto de la Calle é o chefe da equipe de delegados do Governo de Juan Manuel Santos, que é integrada também pelo presidente da Associação Nacional de Empresários da Colômbia (ANDI) Luis Carlos Villegas, o Alto Conselheiro para a Paz, Sergio Jaramillo, o ex-alto comissário para a paz, Frank Pearl, e dois generais reformados: Jorge Enrique Mora (Exército) e Óscar Naranjo (Polícia). Os diálogos colombianos de paz se desenvolvem em Havana no Palácio de Convenções, situado no bairro de Cubanacán. EFE rmo/ff













