Dilma anuncia sistema de proteção para e-mails do Governo
Internacional|Do R7
Brasília, 13 out (EFE).- A presidente Dilma Rousseff anunciou neste domingo em seu Twitter que os e-mails do Governo terão um sistema de proteção, uma medida adotada depois das recentes denúncias de espionagem dos Estados Unidos aos ministérios, empresas e à própria governante. "Determinei ao Serpro implantação de sistema seguro de e-mails em todo Governo Federal", assinalou Dilma em sua conta no Twitter, recentemente reativada. A presidente diss que "esta é 1ª medida para ampliar a privacidade e inviolabilidade de mensagens oficiais" e justificou que "é preciso mais segurança nas mensagens para prevenir possível espionagem". O Governo, segundo o ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, estuda implementar um serviço público e gratuito de e-mail através dos Correios Nacionais e que será também codificado para sua segurança. Em 7 de outubro, o Brasil endureceu o tom ao exigir aos Estados Unidos e a seus aliados que cessem as operações de espionagem ao país sul-americano, que, na opinião da presidente, "têm motivos econômicos" e se centraram em setores estratégicos como o miniero e petroleiro. As principais queixas do Executivo presidente por Dilma se dirigiram ao Canadá, por sua suposta participação direta na espionagem ao Ministério de Minas e Energia, o que foi revelado pela rede Globo baseando-se em documentos do ex-analista da Cia Edward Snowden. O Canadá é um dos maiores investidores em mineração no Brasil, onde foram implantadas 55 companhias desse país dedicadas à exploração, 45 de equipamentos e 20 de serviços relacionados com o setor, segundo dados oficiais do país americano. O Brasil é o maior produtor mundial de nióbio, o segundo de ferro, manganês, tantalita, e o terceiro de bauxita, segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Além disso, é um importante produtor de ouro, níquel, magnésio, caolinita e estanho, entre outros minerais, um setor cuja regulação e concessão dependem do Ministério de Minas e Energia. As primeiras suspeitas sobre uma possível espionagem industrial surgiram no mês passado, quando os documentos de Snowden revelaram que a NSA capturou dados das comunicações da companhia petrolífera Petrobras, companhia controlada pelo Estado com grandes jazidas no litoral brasileiro. A chefe de Estado brasileira considerou estas denúncias mais graves inclusive do que a espionagem supostamente realizada pela NSA à própria Dilma e a seus assessores pessoais, também revelada pela imprensa brasileira a partir dos documentos secretos em poder de Snowden. Devido à suspeita de espionagem e por entender que o Governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não deu suficientes explicações, o governante brasileira decidiu adiar a visita de Estado que faria a Washington em 23 de outubro. EFE wgm/ff











