Dilma apresentará proposta de plebiscito amanhã ao Congresso
Internacional|Do R7
(Atualiza com novas declarações). Brasília, 1 jul (EFE).- A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira que apresentará amanhã ao Congresso a proposta de plebiscito para consultar a sociedade sobre o conteúdo de uma reforma política. "É importante que haja uma consulta popular para que ela condicione a reforma política que se quer fazer", declarou Dilma a jornalistas no intervalo de uma reunião com todos os ministros e os líderes da base governista no Congresso. A reforma política é uma das muitas reivindicações da onda de protestos que começou no último dia 10 de junho pelo aumento das tarifas de transporte em São Paulo e que depois se estendeu a outras cidades e ganhou novas exigências. A presidente espera que a reforma aconteça dentro do prazo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que entre em vigor nas eleições de 2014. A proposta de plebiscito incluirá, segundo Dilma, o financiamento de campanhas e o sistema de votação. "Basicamente diz respeito ao financiamento das campanhas e ao padrão eleitoral, ou melhor dizendo, ao padrão de voto vigente, se é proporcional, se é distrital, se é misto, enfim. Vai ser formulado e amanhã vocês vão ver direitinho quais vão ser as sugestões", explicou. A governante esclareceu que o governo não dará sugestões de perguntas, missão que ficará nas mãos do Congresso, que, pela Constituição, será o encarregado de convocar a consulta, e da Justiça eleitoral. "É óbvio que não vamos dar sugestão de pergunta porque não somos nós que fazemos as perguntas. As perguntas ficam entre o Senado e Câmara de um lado, e o próprio Tribunal Superior Eleitoral de outro", comentou. Dilma disse ainda que o movimento no Brasil é diferente do ocorrido em outros países, particularmente no Oriente Médio e na Europa, motivados pelo desemprego e pela crise econômica. "No Brasil, o que se quer são mais direitos, mais participação e mais, sem dúvida, ação do cidadão", declarou a governante na Granja do Torto, local escolhido para a reunião de emergência. EFE wgm/rsd











