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Dilma conversa com Cristina Kirchner sobre área de livre comércio na América do Sul

Segundo chanceler Patriota, medidas estão implementadas até 2019

Internacional|Da Agência Brasil

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As presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, devem conversar nesta quarta-feira (29), em Los Cardales, a 80 km de Buenos Aires, sobre as medidas para negociar uma área de livre comércio na América do Sul até 2019.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse hoje que o cronograma, que começou a ser negociado em 2003, está avançado.


No encontro, também estarão em discussão temas relativos ao Mercosul e à União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Dilma almoça com Cristina e, em seguida, retorna a Brasília.

Ela também foi a Buenos Aires para participar da 23ª Conferência Industrial Argentina, promovida pela União Industrial Argentina, cujo tema é a relação entre as duas principais economias do Mercosul. 


“As duas exceções são a Guiana e o Suriname, que levarão na prática uma eventual área de livre comércio até 2019”, disse Patriota, antes da chegada da presidenta à Argentina.

— [O estudo é feito] com base na moldura fornecida pela Aladi [Associação Latino-Americana de Integração], digressão progressiva até 2019. É um cronograma que já foi negociado, não é novidade.


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Patriota analisou o tema durante a Conferência Industrial Argentina para empresários brasileiros e argentinos. Segundo o chanceler, os estudos estão avançados, pois, com o Chile, por exemplo, 98% do comércio com o Mercosul é livre. As articulações também caminham de forma progressiva, de acordo com ele, com o Peru e a Venezuela.

Ao ser perguntado se a China, como potência econômica, atrapalha o avanço dos planos de adoção da área de livre comércio, Patriota negou os riscos. O chanceler disse que é necessário avaliar a China e seu potencial como um novo fator.

“A China é um novo fator na nossa equação brasileira e regional”, destacou ele.

— É um fator que oferece enormes oportunidades. Nós [o Brasil] somos um dos poucos países que têm superávit comercial [com a China], que não é pequeno, chegou a US$ 10 milhões.

Patriota acrescentou ainda que o ideal é buscar uma aproximação com a China que promova benefícios. No caso do Brasil,o esforço é para ampliar e diversificar a pauta exportadora, assim como atraindo mais investimentos dos chineses para o país.

A presidenta Dilma Rousseff passa o dia hoje em Buenos Aires, capital da Argentina. Dilma tem reuniões com a presidenta Cristina Kirchner e participa da 23ª Conferência Industrial Argentina. A conferência é promovida pela União Industrial Argentina, equivalente à Confederação Nacional da Indústria, e o tema neste ano é Argentina e Brasil: Integração e Desenvolvimento ou o Risco da Primarização.

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