Dilma diz que prioridade é salvar vidas das vítimas das chuvas
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 24 dez (EFE).- A presidente Dilma Rousseff disse à imprensa nesta terça-feira após sobrevoar as áreas mais afetadas pelas chuvas dos últimos dias que deixaram 23 mortos e cerca de 47 mil desalojados no país que a prioridade do governo é resgatar com vida as pessoas isoladas pelas inundações. "O mais importante é salvar vidas. O fator mais importante agora é a vida humana, e o exército tem grande capacidade de resgate", afirmou a chefe de Estado em declaração a jornalistas após um sobrevoo de 40 minutos a municípios do Espírito Santo, estado mais afetado pelas chuvas. A mandatária acrescentou que o governo determinou no final de semana o envio de soldados do exército e de agentes da Força Nacional de Segurança a regiões afetadas por inundações e cheias de rios no estado. Os reforços militares e o uso de helicópteros, caminhões e embarcações das Forças Armadas permitiram o resgate de centenas de pessoas que ficaram isoladas pela chuva, segundo os Bombeiros. De acordo com a governante, além de impedir novas mortes, o governo também se concentrará na recuperação da condição de vida da população danificada e em adotar medidas preventivas para evitar que futuros desastres naturais tenham um saldo tão elevado em vítimas. O governante sobrevoou as áreas afetadas pelas chuvas com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, e o ministro da Defesa, Celso Amorim, com quem participou de uma reunião em Vitória com representantes de órgãos como a Defesa Civil e os Bombeiros para coordenar os trabalhos de resgate. Também participaram do encontro os ministros de Integração Nacional, Francisco Teixeira, e Saúde, Alexandre Padilha; assim como o comandante do exército, general Enzo Peri. Segundo o último boletim da Defesa Civil do Espírito Santo, desde o começo das chuvas, há pouco mais de uma semana, foram registradas no estado nove mortos e 45 feridos, e o número dos desalojadas pelas chuvas chega a 46.200. Em Minas Gerais, por sua vez, o número de vítimas chegou a 14, especialmente por deslizamentos de terras, e o de desalojados, a 700. EFE cm/tr (foto)









