Dilma diz que relações com os EUA "ultrapassam" a espionagem
Internacional|Do R7
Brasília, 25 set (EFE).- As "relações estratégicas" entre Estados Unidos e Brasil "ultrapassam" o incidente de espionagem, disse a presidente Dilma, durante entrevista coletiva realizada em Nova York, mas acrescentou que o país americano deve se comprometer para que este tipo de atitude "não volte a acontecer". A presidente qualificou de "importante" a posição assumida durante a Assembleia Geral da ONU e reiterou que nada do que foi dito em relação à espionagem era "desconhecido" das autoridades norte-americanas. "A resposta a como nossa relação continuará terá que ser construída a partir de medidas que devem ser tomadas. Pensamos sempre que era necessário, primeiro, desculpas para tratar o que tinha ocorrido e, segundo, para o futuro, uma clara determinação de que isso não voltará a ocorrer", acrescentou. A presidente brasileira defendeu a presença de uma internet que proteja "o direito das pessoas a se expressarem" e cujo uso esteja afastado de outros "fins que transformem eventualmente o mundo cibernético em um campo de batalha". "Destacaria fundamentalmente nosso compromisso com uma rede aberta, universal", ressaltou Dilma. Perguntada sobre a proposta que o Brasil vai apresentar para uma legislação internacional sobre internet, ela destacou, como já tinha antecipado o governo, a ideia de que os dados brasileiros "sejam arquivados, localizados e mantidos em bases de dados" locais. Para Dilma, o importante não é a ONU interferir na segurança cibernética, mas "preservá-la. Segundo diferentes denúncias feitas pela imprensa, a NSA espionou as comunicações eletrônicas e telefônicas de Dilma e de seus principais assessores, e também à Petrobras. As denúncias de espionagem estão apoiadas em documentos que o ex-analista da NSA Edward Snowden entregou ao jornalista americano Glenn Greenwald, colunista do jornal britânico "Guardian" e que mora no Rio de Janeiro. EFE ass/cd











