Dilma e Morales terão encontro bilateral 6ª feira no Suriname
Internacional|Do R7
Brasília, 28 ago (EFE).- A presidente Dilma Rousseff e o presidente da Bolívia, Evo Morales, definiram nesta quarta-feira um encontro para a próxima sexta-feira em Paramaribo, capital do Suriname, onde participarão da Cúpula da Unasul. O encontro em questão buscará uma solução à crise diplomática entre ambos os países, gerada após a fuga do senador boliviano Roger Pinto do país sem o respectivo salvo-conduto, disseram fontes da Presidência brasileira. Pinto, que estava asilado há mais de um ano na embaixada brasileira em La Paz, chegou ao Brasil no último sábado. Segundo a Presidência, o encontro foi confirmado em uma conversa telefônica "cordial" de cinco minutos, realizada na tarde desta quarta-feira. No entanto, as fontes do Palácio do Planalto não detalharam de quem partiu a chamada e nem fizeram referências aos assuntos discutidos na conversa. Pinto, um ferrenho opositor de Morales e que estava asilado na embaixada do Brasil em La Paz desde o dia 28 de maio de 2012, deixou a Bolívia sem o necessário salvo-conduto, chegando ao país graças à cumplicidade do diplomata brasileiro Eduardo Saboia, um caso que resultou na renúncia de Antonio Patriota, até então o ministro das Relações Exteriores. O presidente boliviano pediu hoje para o governo brasileiro enviar o senador de volta ao país, já que, segundo Morales, ele tem que responder as acusações de corrupção que possui contra si. Diante das reivindicações da Bolívia e da participação do Brasil na "fuga" do senador boliviano, a Chancelaria brasileira já abriu um processo disciplinar contra o encarregado de negócios brasileiros em La Paz, Eduardo Saboia, quem acompanhou o senador até a fronteira entre ambos os países (em Corumbá, no estado de Mato Grosso do Sul) em um carro diplomático. Em sua defesa, Saboia alegou que "havia um risco iminente à vida" do senador boliviano e "uma ameaça à dignidade de uma pessoa". Na ocasião, o diplomata chegou a comparar a situação do boliviano na embaixada brasileira como o DOI-Codi, uma afirmação que enfureceu a presidente Dilma. No ato que marcou o fim de sua atuação como Chanceler brasileiro, realizada hoje em Brasília, Patriota disse que essa ajuda constituiu uma "atuação independente e que não poderia voltar a ocorrer". O governo boliviano exigiu "explicações" ao Brasil pela saída do país do senador, a quem qualificou de "foragido", já que foi condenado em um processo por corrupção e enfrenta outras acusações. No entanto, as autoridades do país asseguraram que este episódio não afetará as "estreitas" relações entre ambos os países. EFE cm/fk











