Dilma e Peña Nieto querem duplicar nível do comércio bilateral em 10 anos
Internacional|Do R7
(Atualiza com novas informações). Cidade do México, 26 mai (EFE).- A presidente Dilma Rousseff e o presidente do México, Enrique Peña Nieto, anunciaram nesta terça-feira que pretendem duplicar o nível do comércio bilateral entre as potências nos próximos dez anos. "Queremos passar dos US$ 9,2 bilhões que temos hoje em comércio e, eventualmente, em menos em menos de 10 anos, poder duplicar este nível", disse Peña Nieto durante a entrevista coletiva conjunta oferecida no marco da primeira visita de Estado de Dilma ao México. O líder mexicano acrescentou que isso será possível graças a um futuro aprofundamento, também estipulado hoje, do Acordo de Complementação Econômica (ACE 53) entre México e Brasil, que "ampliará o universo tarifário" para mercadorias e incluirá "novos capítulos" como os serviços, o comércio eletrônico e a propriedade intelectual. Por sua parte, Dilma assegurou que as nações têm "condições para duplicar a troca em alguns anos" e para isso "foram negociados importantes acordos setoriais" para "atualizar suas relações". A presidente explicou que a partir de julho deste ano começarão as negociações para ampliar o ACE 53, que, desde sua assinatura em 2002, rege grande parte do comércio entre os países e abrange 800 produtos. "Aparentemente são muitos (produtos), mas são poucos para nós porque temos em vista mais de 6.000, que poderiam ser levados a um acordo e beneficiar de forma recíproca nossa economias", acrescentou. Dilma assegurou que a negociação de novas regras dará "um maior dinamismo e equilibro na troca" comercial, sendo a mudança "mais expressiva e qualitativa" da última década. Além disso, elogiou a atualização no último mês de março do acordo automotivo, no qual os dois países se comprometeram a liberar o comércio mútuo em um grande número de produtos do setor. Peña Nieto e Dilma, que chegou segunda-feira à tarde ao México e continuará sua visita nesta quarta-feira, presenciaram hoje a assinatura de vários convênios por ministros e funcionários de ambos países em matéria comercial, de investimentos, de meio ambiente, de turismo e de serviços aéreos, entre outros. EFE mqb/rsd (foto) (vídeo)












