Dilma e Piñera defendem relações sem fronteiras entre Brasil e Chile
Internacional|Do R7
Brasil e Chile buscarão uma interconexão Atlântico-Pacífico mais ampla, para incrementar o comércio graças ao uso de seus portos e de um corredor rodoviário e ferroviário bioceânico, segundo anunciaram neste sábado os presidentes dos dois países, Dilma Rousseff e Sebastián Piñera, depois de uma reunião em Santiago.
Os dois assinaram três acordos de cooperação nos campos da educação, cultura e pesquisa na Antártica, e disseram que seus países avançam para "uma relação sem fronteiras".
"Temos uma amizade sem fronteiras e não apenas porque o Chile é um dos países que não tem fronteiras físicas com o Brasil, e sim porque temos uma amizade sem limites, que não tem exceções", declarou Piñera.
Dilma, por sua vez, destacou que os dois países "têm no setor comercial um grande potencial e grandes desafios porque, apesar de não terem fronteiras comuns, têm uma grande possibilidade de integração, com uma melhor interrelação de infraestrutura estratégica".
Nesta nova relação sem fronteiras e mais ampla, a presidente brasileira se referiu à importância de um uso compartilhado dos portos e disse que o Chile pode chegar com seus produtos a portos brasileiros como o de Santos, Paranaguá e outros, do mesmo modo que o comércio do Brasil deve ter acesso a portos chilenos.
A este respeito, se referiu à importância que terá um futuro corredor bioceânico por rodovias e ferrovias, o que ligará o comércio do Atlântico e do Pacífico.
Dilma Rousseff agradeceu ao Chile o refúgio que, durante o governo do ex-presidente socialista Salvador Allende (1970-1973), vários dos membros de seu governo sob a ditadura militar no Brasil obtiveram (1964-1985).
Piñera e Dilma mantiveram uma reunião de trabalho no Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, à margem da cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe (Celac) e a União Europeia, que acontece em Santiago até domingo.
O intercâmbio comercial entre Chile e Brasil experimentou um forte crescimento nos últimos anos e passou de 6,7 trilhões de dólares em 2006 a 9,9 trilhões em 2011.
jco/rn/yow/cn











