Dilma sugere diálogo para evitar ações unilaterais na solução de conflitos armados
Presidente assinou com os outros chefes de Estado a declaração da VI Cúpula do Brics
Internacional|Roberta Luiza, do R7, em Fortaleza

Os conflitos mundiais foram debatidos por chefes de Estado na VI Cúpula do Brics, que aconteceu nesta terça-feira (15), em Fortaleza. Em seu discurso, logo após a assinatura de atos que criam o Novo Banco de Desenvolvimento e o fundo de investimentos dos países emergentes, a presidente Dilma Rousseff lembrou que a multiplicação dos conflitos pelo mundo esteve em debate durante a sessão privada dos chefes de Estado de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
— Lamentamos a falta de avanços concretos nessas questões. Todas essas soluções de longo prazo só ocorrem com o diálogo, que depende do engajamento e empenho de todas as partes envolvidas.
Dilma citou os conflitos na Palestina, Israel, Síria, Iraque e Ucrânia, esta última que tem relação direta com a Rússia, um dos países do Brics.
— Concordamos que é essencial, nestes casos, o envolvimento construtivo e coeso da comunidade internacional, evitando-se ações unilaterais que atendem a conveniências de países específicos, mas comprometem soluções negociadas e de interesse da grande maioria.
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Em seu pronunciamento, o presidente Putin não entrou no assunto dos conflitos e falou apenas da criação do novo banco.
A cúpula
Além de Dilma e Putin, a primeira sessão de trabalho da cúpula reuniu Xi Jinping (China), Narendra Modi (Índia) e Jacob Zuma (África do Sul).
Provisoriamente chamada de Novo Banco de Desenvolvimento, a instituição se espelha no Banco Mundial e terá capital inicial de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 111 bilhões), os cinco países do bloco vão dividir o capital em partes iguais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 22,2 bilhões).
O Arranjo Contingente de Reservas, que se assemelha ao FMI (Fundo Monetário Internacional), terá montante inicial de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 222,1 bilhões) e constituirá linha de defesa adicional para os países do Brics em eventuais cenários de dificuldades de balanço de pagamentos. Desse total, a China responderá por US$ 41 bilhões (cerca de R$ 91 bilhões); Brasil, Rússia e Índia, por US$ 18 bilhões cada (cerca de R$ 39,9 bilhões); e a África do Sul, por US$ 5 bilhões (cerca de R$ 11,1 bilhões).
A VI Cúpula do Brics, que começou nesta segunda-feira (14) em Fortaleza, será encerrada nesta quarta-feira (16), em Brasília.
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