Dilma viaja à Etiópia para 50º aniversário da União Africana
Internacional|Do R7
Brasília, 23 mai (EFE).- A presidente Dilma Rousseff viajou nesta quinta-feira à Etiópia, onde participará no próximo sábado das comemorações dos 50 anos da fundação da Organização da União Africana (OUA), precursora da União Africana (UA). O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse antes de viajar junto com a presidente que, com sua participação nestes atos, Dilma "reafirmará" as estreitas relações que o Brasil teceu com a África durante a última década. Dilma chegará amanhã a Adis-Abeba, capital da Etiópia, onde no sábado discursará perante o plenário de líderes da União Africana e se reunirá com o primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn, para depois retornar ao país. O Brasil mantém com dezenas de países africanos vastos programas de cooperação em diversas áreas, com ênfase em desenvolvimento agrário, saúde, biocombustíveis, petróleo e gás, meio ambiente, comércio e educação, entre outras. Na última década também se fomentaram os vínculos políticos e o Brasil abriu embaixadas em 19 países da África, com o que elevou a 37 suas missões diplomáticas nesse continente. Nesses mesmos dez anos, Brasília se tornou a capital da América Latina com o maior número de embaixadas de países africanos, que hoje somam 18. Esse interesse diplomático cresce de braços dados com um forte aumento dos vínculos comerciais, com fluxos de troca entre Brasil e o continente africano que passaram de US$ 5 bilhões em 2000 para US$ 26,5 bilhões em 2012. Este será a terceira viagem de Dilma a um país africano neste ano, o que, segundo Patriota, reafirma o "interesse estratégico" que o Brasil confere a esse continente. Em fevereiro, Dilma esteve na Guiné Equatorial para a terceira Cúpula América do Sul-África (ASA) e fez uma visita oficial à Nigéria, e em março viajou à África do Sul para a Cúpula do Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Nesta quarta-feira, ao discursar em um seminário sobre a relação entre Brasil e África, Patriota anunciou que os Brics pretendem formalizar, no início do ano que vem, a criação de um banco de fomento que terá entre seus objetivos o apoio creditício aos países com menor grau de desenvolvimento. Segundo o ministro, muitos países africanos "já têm um enorme interesse" nesse banco, pois ofereceria condições "muito mais favoráveis" que as dos organismos financeiros multilaterais que existem atualmente. No âmbito cultural também existem firmes nexos entre África e Brasil, que nascem de vínculos históricos e que se expandiram ao âmbito acadêmico desde 2011, quando foi inaugurada a Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab). Essa instituição, financiada pelo Governo Federal, funciona na cidade de Fortaleza e atualmente tem cerca de 200 estudantes de diversos países africanos. No próximo sábado se completarão dois anos do início das atividades acadêmicas da Unilab, que preparou para todo o fim de semana uma série de atividades para celebrar também o Dia da África e o cinquentenário da União Africana. EFE ed/rsd












