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Direita francesa pede renúncia de ministro que elogiou Chávez

Os partidos de direita consideram que as palavras de Lurel representam "um insulto" aos venezuelanos

Internacional|Do R7

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Victorin Lurel afirma que Hugo Chávez não deveria ser considerado um ditador.
Victorin Lurel afirma que Hugo Chávez não deveria ser considerado um ditador. Michel Euler/ASSOCIATED PRESS

A direita francesa pediu nesta segunda-feira (11) a renúncia do ministro de Ultramar, Victorin Lurel, a quem reprovaram pelos elogios que fez sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Vários políticos conservadores se mostraram "surpresos" pelas declarações de Lurel, que representou seu país no funeral de Chávez, e pediram ao presidente da França, François Hollande, que tome medidas.

O responsável de Ultramar comparou Chávez ao ex-presidente Charles de Gaulle e com o ex-primeiro-ministro socialista Léon Blum, o primeiro por "ter mudado fundamentalmente as instituições" e o segundo por "ter lutado contra as injustiças". Além disso, Lurel declarou que o ex-presidente venezuelano não deve ser considerado como um ditador porque "durante 14 anos respeitou os direitos humanos".


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"O mundo ganharia tendo mais ditadores como Hugo Chávez", afirmou o ministro desde Caracas. O partido conservador UMP pediu a Hollande que "desautorize" as palavras do ministro, nascido em Guadalupe, cujo departamento dirigiu durante muitos anos. Os partidos de direita consideram que as palavras de Lurel representam "um insulto" aos venezuelanos que foram vítimas das ações de Chávez.


Inclusive o líder do Partido Socialista, Harlem Désir, considerou "excessivas" as palavras de Lurel, que justificou pelo "fervor popular" que se vivia em Caracas na semana passada. Em entrevista à "BFM TV", Désir disse que, apesar de Chávez "ter feito coisas no plano social" é preciso "condenar totalmente sua política internacional, em particular sua aliança" com os presidentes do Irã e Síria.

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