Diretor da Opaq pede cessar-fogo na Síria para facilitar inspeções
Internacional|Do R7
Londres, 14 out (EFE).- O diretor-geral da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq), Ahmet Uzumcu, pediu nesta segunda-feira tréguas temporárias na Síria para facilitar as inspeções de seus analistas. Hoje, a Convenção para a Proibição das Armas Químicas entra em vigor no país. Em entrevista à cadeia "BBC", o diplomata turco disse que o governo sírio está facilitando o acesso de sua equipe às plantas de produção mas que a tarefa é difícil de ser feita nas áreas controladas pelos rebeldes. "(Os territórios) mudam de mãos de um dia para outro, por isso pedimos a todas as partes (do conflito) na Síria que apoiem esta missão, que cooperem e não a façam mais difícil do que já é", declarou. Uzumcu disse que uma maneira de facilitar as inspeções é a declaração de tréguas temporárias e lembrou que isso foi feito na missão anterior liderada pela ONU para investigar o uso de armas químicas na Síria. O diretor da Opaq explicou que sua equipe visitou cinco de vinte fábricas de produção de armas químicas e deverá investigar uma fora de uso situada em uma área controlada pelos rebeldes. Em sua primeira entrevista depois que a Opaq ganhou na semana passada o Nobel da Paz, Uzumcu disse que o prêmio tinha "encorajado" os analistas da organização, que nunca tinham trabalhado em uma zona de conflito desde sua fundação, em 1997. "Estão trabalhando no terreno em circunstâncias muito difíceis", constatou. O Conselho de Seguran da ONU autorizou recentemente o envio de uma missão da Opaq e das Nações Unidas para supervisionar a destruição do arsenal químico da Síria. A verificação e destruição do arsenal químico do regime de Bashar al Assad, estipulada em um pacto promovido pelos Estados Unidos e Rússia, será feita em uma operação de três fases, que começou há poucos dias e que deverá se completar antes de 30 de junho de 2014. Com a incorporação hoje da Síria, a Opaq, uma entidade encarregada de aplicar a Convenção contra as Armas Químicas que entrou em vigor em 1997, foi assinada por 190 Estados decididos a conseguir um mundo livre deste tipo de arsenal. EFE jm/dk












