Dirigente opositor acusado por atos de violência na Venezuela é libertado
Internacional|Do R7
Caracas, 17 mai (EFE).- O general reformado e dirigente opositor Antonio Rivero foi libertado nesta sexta-feira após ter passado mais de 20 dias na prisão, acusado de ter incitado os atos de violência registrados após as eleições do último 14 de abril na Venezuela, os quais deixaram pelo menos nove mortos e outros 70 feridos. Rivero assinalou que sua prisão "arbitrária e ilegítima" na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN) não interromperá sua luta, embora tenha ressaltado que agora "simplesmente" cuidará de sua saúde, já que passou mais de duas semanas em greve de fome. "Quero saber como estou de saúde após a greve. Tenho uma infecção respiratória que pôde ter sido causa pelas condições de alojamento onde estive preso", declarou Rivero à emissora "Globovisión" ao ser libertado. Segundo o dirigente opositor, na próxima segunda-feira, ele deve se apresentar perante o tribunal para receber a medida cautelar que substituiu sua prisão. "Em nome de Deus, eu vou lutar e seguir trabalhando. A Venezuela tem potencial humano e de recursos para poder ser o melhor país da América Latina", apontou Rivero. No último dia 27 de abril, quando foi preso, o general reformado declarou sua "absoluta inocência" em relação aos crimes de incitação a violência e formação de quadrilha, dos quais foram acusados formalmente pelo Ministério Público venezuelano dois dias após sua prisão. No mesmo dia, Rivero iniciou uma greve que se estendeu até a última segunda-feira, um dia depois da própria mãe do opositor, Nelly González de Rivero, ter feito um emotivo pedido. O militar retirado foi preso depois que o governo divulgasse um vídeo no qual Rivero aparece dando instruções a um grupo de jovens durante um protesto, fato pelo qual as autoridades o consideraram como um suposto mentor de um plano desestabilizador organizado pela oposição, que, por sinal, não reconheceu os resultados das eleições. O líder da oposição e ex-candidato à Presidência, Henrique Capriles, que impugnou o processo eleitoral por considerá-lo fraudulento, celebrou a libertação de Rivero logo após a saída do mesmo da prisão. "A liberdade do Gral. Antonio Rivero é um ato de justiça! Nunca deveria ter sido preso! Basta ao uso dos Tribunais com fins políticos!", escreveu Capriles em sua conta do Twitter. EFE nf/fk










