Dirigentes opositores tunisianos foram assassinados com mesma arma
Internacional|Do R7
Argel, 26 jul (EFE).- O ministro de Interior da Tunísia, Lutfi ben Yedu, disse nesta sexta-feira que o deputado opositor Mohammed al Brahmi foi assassinado ontem com a mesma arma com a qual foi morto o dirigente político Chukri Bel Aid em 6 de fevereiro. A declaração foi feita em entrevista coletiva, a primeira concedida após a morte do deputado, que gerou protestos dos partidos de oposição e da sociedade civil contra a violência e o Executivo. Segundo o Ministério, a arma utilizada no crime é uma semiautomática de nove milímetros. Ben Yedu mostrou as imagens de oito suspeitos, entre eles um identificado como principal, Bubaker al-Hakim, que segundo o ministro é um "salafista extremista'. Hakim teria antecedentes pela introdução ilegal de armas em território tunisiano. Ben Yedu também afirmou que alguns dos suspeitos têm vínculos com o grupo extremista salafista Ansar al Sharia e poderiam estar relacionados com a morte de Bel Aid. O ministro explicou que até o momento existem 14 pessoas suspeitas de relação com a morte de Chukri Bel Aid, quatro das quais se encontram detidas. Tanto Bel Aid como Al Brahmi foram assassinados em frente as suas respectivas casas por desconhecidos em motocicletas. A União Geral de Trabalhadores Tunisianos (UGTT), principal sindicato do país, convocou ontem uma greve geral para hoje em todo o território nacional para condenar "o terrorismo e a violência" em resposta à morte de Brahmi, cujo enterro será amanhã. EFE jfu/dk











