Logo R7.com
RecordPlus

Discurso duro do presidente do Egito marca véspera do fim do Ramadã

Internacional|Do R7

  • Google News

Cairo, 7 ago (EFE).- O presidente interino do Egito, Adly Mansour, assegurou que o governo deu tempo suficiente para que acabasse a violência no país e adiantou nesta quarta-feira que as autoridades tomarão "passos calculados que não serão condescendentes". Mansur se dirigiu aos partidários do presidente deposto, o islamita Mohammed Mursi, e afirmou que "ninguém pode contradizer a vontade do povo", em alusão aos grandes protestos de apoio às Forças Armadas e contrárias ao líder islamita. Em discurso por causa da realização amanhã do "Eid ul-Fitr", que marca o fim do mês sagrado do Ramadã, o presidente interino também afirmou que foi dada oportunidade aos esforços diplomáticos para dar uma saída à crise, mas que não tiveram os resultados esperados. As autoridades exigiram hoje dos islamitas que abandonem "rapidamente" seus acampamentos no Cairo e deram por concluídos os esforços diplomáticos para resolver a crise política que atravessa o país. Os enviados dos Estados Unidos, William Burns, e da União Europeia (UE), Bernardino León, assim como os chefes da diplomacia dos Emirados Árabes Unidos e do Catar, se encontraram nos últimos dias com as autoridades egípcias e com os islamitas para tentar conciliação. Mansur expressou sua confiança que o Egito superará a atual crise porque "seu povo e seu exército permanecerão firmes" e o país terá um "futuro promissor". "Rejeitemos nossas diferenças e voltemos a ser coração em uma única pátria", pediu Mansur, que lamentou que o "Eid ul-Fitr" seja celebrado este ano no meio de "circunstâncias críticas e delicadas que impõem mais desafios à pátria". Pouco antes do discurso de Mansur, o grande xeque de Al-Azhar, a instituição mais prestigiada do islã sunita, Ahmed al Tayyip, clamou hoje pela unidade no Egito, e ressaltou que o país não vai recuperar a estabilidade com a atual polarização. O Egito está dividido entre seguidores e opositores de Mursi, que foi derrubado pelo Exército no dia 3 de julho depois de grandes protestos nas vésperas que pediam eleições presidenciais antecipadas. Ambos os grupos convocaram manifestações para amanhã, mesmo com as advertências do governo de que vai fechar os acampamentos dos islamitas de oposição. EFE aj-mv/cd/rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.