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DJs que fizeram pegadinha com enfermeira de Kate são ameaçados

Rádio contratou seguranças e mandou funcionários a hotel

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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A equipe da estação de rádio australiana por trás da chamada “fraude da Duquesa de Cambridge” — um trote passado ao hospital King Edward VII, onde Kate Middleton estava internada — está sofrendo ameaças e foi transferida para hotéis.

Gerentes da Southern Cross Austereo — empresa que controla a 2Day FM — recrutaram 24 guarda-costas para sua proteção e a polícia já investiga as ameaças de morte.


Uma das ameaças chegou na última quarta-feira e era direcionada especificamente ao DJ Michael Christian, dizendo que há "balas lá fora, com o seu nome".

Ao todo, 10 funcionários têm agora de proteção individual, custando US $ 75.000 por semana à rádio, e 12 foram transferidos para hotéis.


As ameaças vêm depois que Jacintha Saldanha foi encontrada morta na última sexta-feira (7) por um guarda de segurança do hospital em que trabalhava.

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A enfermeira se matou três dias depois de ter sido enganada por dois locutores que se fizeram passar pela rainha Elizabeth 2ª e o príncipe Charles para obter notícias da hospitalizada Kate Middleton.

Jacintha Saldanha, uma mulher de origem indiana de 46 anos, casada e com dois filhos, foi encontrada enforcada nas dependências ocupadas pelas enfermeiras do hospital por uma colega e um guarda de segurança na sexta-feira passada.

Ela passou a ligação para uma colega que atendia Kate, internada desde a véspera por complicações relacionadas com sua recente gravidez.

A polícia encontrou dois bilhetes no local e um terceiro entre seus pertences, cujo conteúdo não foi revelado.

A imprensa britânica falou desde o início de um possível suicídio, dizendo que a enfermeira não havia contado à família que fora vítima do trote.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, caracterizou de "tragédia absoluta" o suicídio da enfermeira.

O órgão regulador da mídia da Austrália abriu uma investigação nesta quinta-feira (13) sobre o caso.

O trote pregado por DJs da estação de rádio de Sydney foi manchete na mídia de todo o mundo, como também a morte de Jacintha, que era casada e tinha dois filhos.

Em um breve comunicado, o Australian Communications and Media Authority disse ter aberto um inquérito formal para ver se a 2Day FM violou suas condições de licença e os códigos de atuação das rádios comerciais.

As normas estabelecem que uma estação de rádio não deve transmitir as palavras de uma pessoa identificável, a menos que a pessoa tenha dado permissão para a transmissão. A estação alega que tentou entrar em contato com o hospital várias vezes antes de colocar o trote no ar.

A autoridade pode impor novas condições de licença, se constatar uma irregularidade. Em casos extremos, pode suspender ou cancelar uma licença de radiodifusão.

A Southern Cross Austereo, controladora da 2Day FM, pediu desculpas pelo trote. A emissora anunciou na última terça-feira (11) que vai doar sua receita de publicidade até o final do ano para um fundo da família Saldanha, com uma contribuição mínima de 525 mil dólares.

Southern Cross e os dois apresentadores que passaram o trote, Mel Greig e Michael Christian, vêm enfrentando uma avalanche de críticas.

Greig e Christian foram suspensos e o programa deles foi tirado do ar. Eles apareceram na televisão australiana para dizer que a morte de Jacintha os tinha deixado abalados.

O hospital diz que a enfermeira não havia sido criticada ou punida por responder à chamada, mas representantes da família estão pedindo um inquérito para apurar o caso.

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