Dois militares cubanos são denunciados por morte de dissidente
Internacional|Do R7
Madri, 19 ago (EFE).- A família de Oswaldo Payá apresentou nesta segunda-feira uma denúncia contra dois militares de Cuba na Audiência Nacional da Espanha, um tribunal com jurisdição em todo território espanhol e que também julga crimes cometidos fora do país, pela morte do dissidente em julho de 2012, por considerar que foi provocada por um carro da segurança do Estado cubano. O texto da denúncia do qual teve acesso a Agência Efe, garante que foi um carro oficial conduzido por agentes do governo cubano o que causou o acidente "de forma premeditada e deliberada". No dia 22 de julho do ano passado o carro que era conduzido pelo jovem político espanhol Ángel Carromero se chocou contra uma árvore em uma cidade próxima a Bayamo. Além de Payá e Carromero, viajavam no carro o cubano Harold Cepero, que também morreu, e o sueco Jens Aron Modig. No julgamento, Carromero, militante do Partido Popular, foi condenado pela Justiça cubana a quatro anos de prisão e em dezembro foi enviado à Espanha para cumprir a condenação. Agora, a denúncia apresentada hoje pela mulher e pela filha de Payá quer que a Audiência Nacional espanhola averigúe os fatos, porque Ofelia Acevedo Maura e Rosa Maria Payá Acevedo não acreditam na versão do julgamento da Justiça cubana. A denúncia está dirigida contra o coronel Llanes e o tenente-coronel Águilas, ambos da Segurança do Estado cubano, a quem se atribui o suposto crime de lesa-humanidade. Foram esses oficiais que "coagiram" Carromero para que desse um depoimento que confirmasse o acidente de trânsito, disse hoje à Agência Efe Carlos Payá, irmão do dissidente. A família de Oswaldo Payá, que tinha nacionalidade espanhola, manifestou em várias ocasiões a sua convicção de que a colisão foi tramada pelos serviços secretos cubanos, já que o dissidente era um personagem incômodo para o regime de Havana. EFE mt-jgb/rpr












