Dois reféns alemães libertados pela guerrilha na Colômbia
Internacional|Do R7
Dois cidadãos alemães que eram reféns da guerrilha ELN desde novembro de 2012 foram libertados nesta sexta-feira na Colômbia, anunciou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
Os dois foram entregues a uma missão humanitária formada por delegados da CICV e dois membros da Comissão Facilitadora em uma zona rural do departamento Norte de Santander (nordeste, fronteira com a Venezuela).
O ministério das Relações Exteriores da Alemanha expressaram seu alívio pela libertação, ao mesmo tempo que agradeceu por suas gestões ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e ao CICV.
"Estou muito aliviado por saber que os dois alemães estão novamente em liberdade", disse o ministro Guido Westerwelle, segundo um comunicado de seu gabinete.
Os irmãos alemães Uwe e Otto Breuer, de 69 e 73 anos, foram sequestrados pelo Exército da Libertação Nacional (ELN) na mesma zona onde foi realizada sua libertação esta sexta-feira.
Vestindo camisas brancas, os dois chegaram por volta das 13h30 locais (15H30 de Brasília) a bordo de um helicóptero ao aeroporto Águas Blancas, em Ocaña (norte de Santander), relatou à AFP um fotógrafo que estava no local.
"Os dois desceram rapidamente do helicóptero. No aeroporto tiveram uma rápida reunião com funcionários da embaixada alemã e depois viajaram a Bogotá em um avião monomotor", explicou.
Os alemães chegaram às 16h40 locais (18h40 de Brasília) a Bogotá, onde foram recebidos pelo embaixador da Alemanha na Colômbia, Gunter Niess, e posteriormente foram hospedados em um hotel da capital colombiana, disse à AFP o ex-procurador Bernal Cuéllar.
"Quando os recebemos na zona de libertação se mostravam cansados e deprimidos. Depois da avaliação médica CICV, concluiu que estavam bem de saúde", explicou Bernal, que ao lado do ex-governador Serpa, integrou a missão humanitária de libertação.
"Quando chegaram a Bogotá pareciam alegres com o embaixador alemão e conversaram vários minutos. O estado de ânimo deles melhorou e felizmente esta operação foi bem sucedida", acrescentou.
Os dois alemães faziam uma viagem ao redor do mundo e foram acusados, num primeiro momento, de serem agentes da inteligência pelo ELN, mas depois a guerrilha pediu que fosse formada uma missão humanitária para resgatá-los.
O ELN é a segunda guerrilha da Colômbia, com 2.500 integrantes, e não participa das negociações de paz que o governo de Juan Manuel Santos celebra com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
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