Egípcios votam em segundo turno de eleição parlamentar vazia, dizem críticos
No 1°tuno, realizado em outubro, o índice de comparecimento dos eleitores também foi baixo
Internacional|Do R7

O egípcios votaram neste domingo (22) no segundo turno da eleição parlamentar, num processo onde os mais críticos dizem ter sido prejudicado por uma ampla repressão.
A eleição, que vai reinstalar a atividade parlamentar no Egito após um hiato de mais de três anos, tem sido exaltadas pelo presidente Abdel Fattah al-Sisi como um marco no percurso até a democracia por meio das armas.
Mas no primeiro turno, realizado em outubro, o índice de comparecimento às urnas foi baixo, e os políticos leais a Sisi obtiveram uma vitória esmagadora.
Muitos dos que evitaram de ir votar disseram sentir que a eleição oferece pouca escolha, diante da ausência da Irmandade Muçulmana, principal grupo opositor, e de outros críticos do regime.
Outra justificativa foi que o parlamento faria pouco para mudar o cotidiano dos cidadãos egípcios, dominado pela luta para ganhar a vida.
O parlamento egípcio anterior foi eleito entre 2011 e 2012, na primeira eleição após o levante popular que encerrou o regime de 30 anos de Hosni Mubarak. A eleição, à época, foi marcada por longas filas e entusiasmo juvenil. A Irmandade Muçulmana venceu então metade dos assentos.
O parlamento foi dissolvido por um tribunal em meados de 2012. Um ano depois, Sisi, então chefe das Forças Armadas, destituiu o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade, após grandes protestos contra seu governo.
A organização islamista mais antiga do Egito foi expurgada, declarada uma organização terrorista e milhares de seus integrantes foram presos.













