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Egito diz ter impedido ataque suicida em embaixada

Internacional|Do R7

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Por Tom Perry e Yasmine Saleh

CAIRO, 11 Mai (Reuters) - As forças de segurança egípcias frustraram o plano de um grupo ligado à Al Qaeda de realizar um ataque suicida em uma embaixada estrangeira e capturaram vários militantes, disse o ministro do interior no sábado.


Mohamed Ibrahim, falando em uma entrevista coletiva, se recusou a dizer qual embaixada seria o Alvo. Ele divulgou o nome dos três suspeitos do grupo que estão detidos.

"O Ministério do Interior conseguiu dar um importante golpe numa célula terrorista que estava planejando operações suicidas contra instalações vitais, importantes e estrangeiras no país," disse ele.


Um dos militantes capturados tinha viajado para o Paquistão e o Irã para receber treinamento, e era membro da Al Qaeda na Argélia, disse Ibrahim. Um líder argelino da Al Qaeda assumiu a responsabilidade pelo cerco a uma fábrica de gás argelina em janeiro, no qual 37 reféns estrangeiros foram mortos.

A segurança no Egito se deteriorou, desde que uma revolta em 2011 derrubou o presidente Hosni Mubarak, cujo governo de três décadas foi marcado pela feroz repressão aos militantes islâmicos.


Grupos islâmicos armados se espalharam até a Península do Sinai, depois da revolta, mas a militância tem sido menos evidente no Delta do Nilo, onde a grande maioria da população está concentrada.

O Ministério do Interior tem sido muito criticado por não conseguir restaurar a segurança e por usar táticas opressivas para lidar com os protestos contra o governo eleito da irmandade Muçulmana.


Em agosto, 16 guardas de fronteira egípcios foram mortos por ataques de militantes no Sinai.

No mês passado, o Egito adiou o julgamento de 26 supostos militantes islâmicos, incluindo dois ex-oficiais militares por planejarem ataques contra o país.

Ibrahim disse que, com os homens presos, foram encontradas declarações emitidas pela Al Qaeda no Magrebe Islâmico e 10 kg de nitrato de alumínio, que é utilizado para fazer bombas.

O Egito, um dos dois países árabes que assinaram acordos de paz com Israel foi alvo de militantes islâmicos durante décadas, antes da revolta. O líder da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, é egípcio.

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