Egito estaria disposto a abrir passagem de Rafah permanentemente
Governo egípcio pede que novo governo de união nacional palestino assuma a Faixa de Gaza
Internacional|Do R7
O Egito está disposto a reabrir a passagem de Rafah, que conecta o Sinai com a Faixa de Gaza, se o novo governo de união nacional palestino assumi-la, informou neste sábado a agência local Ma'an.
Uma alta fonte do governo do Cairo disse que o assunto será analisado na próxima reunião entre o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o novo chefe de Estado egípcio, Abdel Fatah al Sisi, que não teve a data divulgada.
Abbas chegou ontem à capital egípcia para participar da cerimônia de posse de Al Sisi, e amanhã deve viajar à Roma para um ato religioso no Vaticano com o papa Francisco e o presidente de Israel, Shimon Peres.
A fonte, que falou em anonimato, assinalou como outra das condições para a reabertura de Rafah que Abbas instale novamente uma sede presidencial na Faixa de Gaza, como símbolo da nova situação política nos territórios palestinos.
Na segunda-feira um novo executivo, formado integralmente por tecnocratas e liderado pelo primeiro-ministro, Rami Hamdala, tomou posse em Ramala como governo de unidade e com o objetivo principal da reunificação de Gaza e da Cisjordânia sob uma mesma autoridade em um processo que incluirá a convocação de eleições gerais no prazo de seis meses.
Fatah, o movimento nacionalista presidido por Abbas, foi expulso da faixa em 2007, durante uma revolta armada de seis dias orquestrada pelos islamitas do movimento Hamas.
Desde então, a faixa foi submetida a um ferrenho bloqueio israelense só aliviado em 2010, o que tornou a passagem de Rafah a única saída para 1,7 milhões de habitantes para o mundo exterior.
A Primavera Árabe e a chegada ao poder no Cairo de Mohammed Mursi, ligado à Irmandade Muçulmana, tornou possível a abertura da passagem, novamente fechada após o golpe que derrubou o líder islamita em 2013.
O regime militar egípcio acusava o Hamas de se intrometer em assuntos internos e de encorajar o terrorismo no Sinai.
No mês passado o Egito apoiou o acordo de reconciliação palestino, mas, de acordo com a alta fonte citada pela Ma'an, para uma maior cooperação bilateral o Hamas deve se manter distante da Irmandade Muçulmana, considerada ilegal no país africano, e a não se envolver nos assuntos egípcios.











