Egito vive mais um dia de choques entre polícia e manifestantes
Internacional|Do R7
Cairo, 8 fev (EFE).- O Egito viveu nesta sexta-feira mais um dia de choques entre manifestantes e a polícia, que ocorreram em frente ao palácio presidencial, no Cairo, e em várias localidades do norte do país, informou a agência estatal de notícias "Mena". Vários manifestantes encapuzados retiraram cercas de arame farpado do local e atearam fogo em uma das portas do palácio de Itihadiya, enquanto a Guarda Republicana permaneceu dentro do complexo, sem atuar, segundo a agência "Mena". Forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo e enfrentaram os manifestantes depois que alguns deles tentaram escalar os muros do palácio e lançaram pedras, coquetéis molotov e fogos de artifício em seu interior, ateando fogo em uma árvore. Manifestantes pacíficos que marcharam em direção ao palácio em protesto contra o presidente egípcio, Mohammed Mursi, formaram um cordão humano para impedir os choques entre ambas as partes. Na cidade de Alexandria e outras localidades do delta do Nilo, as forças de segurança entraram em choque com alguns manifestantes que atacaram com pedras e coquetéis molotov várias delegacias e edifícios governamentais. Seis pessoas ficaram feridas ou intoxicadas pelo efeito do gás lacrimogêneo em Alexandria, informou o subsecretário de Saúde na cidade, Mohammed al Sharqaui. Na cidade industrial de Mahala, na província de Garbiya, a polícia lançou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que responderam com pedras e coquetéis molotov ao mesmo tempo em que tentaram invadir a sede do governo. Uma situação parecida ocorreu durante os protestos antigovernamentais em Tanta e Kafr el Zayat, também localizadas no norte do Egito. Milhares de pessoas voltaram hoje a sair às ruas no Cairo e outras províncias do Egito para exigir que Mursi abandone o poder e que se faça justiça após a morte de manifestantes nos últimos distúrbios. Na capital, os opositores foram chegando em passeatas ao longo do dia à emblemática praça Tahrir, que durante a jornada se manteve calma, e nas cercanias do Palácio Presidencial. Neste local, ocorreram no fim de semana passado choques entre jovens e forças de segurança que terminaram com duas pessoas mortas e centenas de feridas, o que foi mais um dia de uma onda de violência que dois dias antes fez mais de 50 vítimas fatais. EFE bds-aj/dk












