Eleição em Israel coloca legado da guerra em julgamento, diz especialista
Analista argumentou sobre a “injustiça” contra o governo israelense, que poderá refletir nas eleições de 27 de outubro
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O parlamento israelense declarou que Israel realizará eleições gerais em 27 de outubro deste ano. Além da medida ser vista como uma espécie de referendo sobre o primeiro-ministro e seu papel na guerra da Faixa de Gaza, a votação determinará se Benjamin Netanyahu irá permanecer no poder.
Essas serão as primeiras eleições no país desde o ataque do grupo terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023, e, segundo pesquisas recentes, a maioria dos israelenses quer Netanyahu fora do poder. Ademais, a opinião pública também considera que o premiê não cumpriu suas promessas de alcançar uma “vitória total” sobre os radicais e os extremistas libaneses do Hezbollah.
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Durante o Conexão Record News, o analista de risco político e relações internacionais Marcelo Suano explicou que Israel tinha a condição de, em uma semana, atravessar a Faixa de Gaza. Mas, devido ao alto custo de vidas, o país optou por uma estratégia em que o avanço militar expulsaria aos poucos os terroristas do Hamas. Suano apontou que o objetivo da movimentação israelense não era atingir civis, apesar do grande número afetado.
“O que não se fala é que parte desses mortos são causados pelas próprias ações do Hamas [...] Netanyahu e Israel foram impedidos de fazer uma ação muito dura contra o Hamas na Faixa de Gaza [...] Então é injusto o que está sendo feito”, enfatizou.
Suano ainda apontou que o cenário entre Israel e o Hezbollah se dá pela mesma linha de pensamento. Segundo ele, o governo israelense fez uma das ações de inteligência mais espetaculares ao longo da história, apesar do alto número de mortos: “Ele praticamente anulou grande parte, se não quase a totalidade, das lideranças do Hezbollah. E hoje, o Hezbollah só se mantém porque ele é financiado pelo Irã”, disse.
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