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Em meio a polêmica por tremores, Merkel insiste que se sente 'bem'

Chanceler alemã se mostrou convencida de que está capacitada para completar seu mandato, previsto para até 2021

Internacional|Da EFE

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Angela Merkel insistiu que se sente 'bem de saúde', apesar de tremores em público
Angela Merkel insistiu que se sente 'bem de saúde', apesar de tremores em público

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, insistiu nesta sexta-feira (19) que se sente "bem de saúde" e se mostrou convencida de que está capacitada para completar seu mandato, previsto para até 2021, apesar dos reiterados tremores em público sofridos nas últimas semanas.

"Bem, me sinto bem", respondeu a chanceler alemã, em sua entrevista coletiva habitual antes do recesso de férias, de cerca de 90 minutos, na qual se submeteu a todo tipo de perguntas.


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"Entendo que me perguntem sobre minha saúde", respondeu Merkel, que se manteve na sua posição de não dar mais explicações sobre o assunto, como fez nas últimas semanas, seja pessoalmente ou através de algum de seus porta-vozes.

"Vocês já me conhecem há algum tempo", disse Merkel, após se referir ao seu reconhecido "senso de responsabilidade" e ao fato de que tomaria as decisões certas se não estivesse em condições de continuar no cargo.


A chanceler se referiu, além disso, à sua decisão, anunciada em outubro do ano passado, de não concorrer a outro mandato assim que o atual terminar.

Merkel também se referiu à sua decisão de deixar a presidência da União Democrata-Cristã (CDU), o partido que comandou desde 2000, e cuja liderança é exercida desde dezembro do ano passado por Annegret Kramp-Karrenbauer, considerada leal à sua linha.


A decisão de se Kramp-Karrenabuer, apelidada AKK por seus compatriotas, assumirá ou não a candidatura do partido para lutar pela Chancelaria nas seguintes eleições gerais, "compete à União e será adotada ao seu devido tempo", disse a política.

AKK assumirá o cargo de ministra da Defesa no Parlamento federal (Bundestag) na próxima semana, cargo vago após a eleição de sua correligionária Ursula von der Leyen como presidente da Comissão Europeia (UE).


A entrada da líder do CDU para o governo de Merkel é considerada em alguns meios de comunicação alemães e internacionais como um sinal de aceleração nos planos de aposentadoria da chanceler.

Os sucessivos ataques de tremores físicos da chanceler geraram debates na Alemanha sobre a necessidade ou não de que Merkel informe sobre seu estado de saúde.

Segundo uma pesquisa semanal da televisão pública alemã "ZDF", 80% dos cidadãos alemães consideram que isso é um assunto particular e apenas 19% exigem uma maior transparência.

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