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Empresa de vigilância britânica nega ter grampeado embaixada do Equador

Internacional|Do R7

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LONDRES, 4 Jul (Reuters) - Uma empresa britânica de vigilância privada negou nesta quinta-feira ter instalado escutas na embaixada do Equador em Londres, onde o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, vive há mais de um ano.

O ministro das Relações Exteriores equatoriano, Ricardo Patiño, fez a acusação contra o Surveillance Group em Quito na quarta-feira, acrescentando que o Equador irá procurar a ajuda do governo britânico para ir a fundo na questão.


Em comunicado, o presidente-executivo do Surveillance Group, Timothy Young, rejeitou a alegação de Patiño como "completamente falsa".

"O Surveillance Group não faz e nunca esteve envolvido em atividades desta natureza", disse Young.


"Nós não fomos contactados por qualquer membro do governo equatoriano e nossa primeira notificação sobre este incidente foi através da imprensa nesta manhã", disse ele.

A Secretaria de Relações Exteriores da Grã-Bretanha se recusou a comentar.


Patiño descreveu o Surveillance Group como "uma das maiores empresas de investigação privada e de vigilância secreta no Reino Unido".

Em seu site, a empresa diz que combina "as práticas, habilidades e experiência das forças especiais, da polícia e da vigilância comercial para criar uma nova forma de vigilância".


Patiño disse que o microfone foi encontrado no escritório da embaixadora Ana Albán quando visitou a embaixada em 16 de junho para se reunir com Assange, a quem foi concedido asilo pelo Equador, mas que não pode viajar.

(Reportagem de Estelle Shirbon e Costas Pitas)

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