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Enquanto Irmandade olha para trás, rivais islamitas miram futuro no Egito

Internacional|Do R7

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Por Tom Perry

CAIRO, 10 Jul (Reuters) - Enquanto a Irmandade Muçulmana do Egito olha para o passado com raiva de sua destituição do poder pelos militares, um partido islamita ultra-ortodoxo olha para frente com esperanças de substituir a Irmandade na preferência dos eleitores.


Embora ainda distante de comemorar a queda de seu maior rival, o Partido Nour, que se posiciona na direita religiosa do espectro político, pondera os custos dos erros da Irmandade, que culpa por enfraquecer o movimento islamita.

Cortejada pelo Exército que destituiu o presidente Mohamed Mursi, a segunda maior força islâmica do Egito ganhou influência decisiva sobre a escolha de um novo primeiro-ministro, vetando as primeiras duas escolhas liberais.


Mas o líder do Nour parece surpreendentemente pessimista para um político cujo principal inimigo acaba de tomar um duro golpe que lhe usurpou a série de vitórias colhidas nas eleições de 2012.

"Não há duvidas de que a corrente islamita perdeu bastante por causa do fracasso da Irmandade em administrar o período que passou", disse o líder do Nour, Younes Makhyoun, em uma entrevista à Reuters por telefone.


Grupos islamitas não esperam assegurar nada como os 65 por cento de votos que receberam nas eleições parlamentares há 18 meses. Sob o plano de transição do Exército, novas eleições parlamentares vão ocorrer em seis meses.

"Os islamitas ficarão reduzidos ao seu tamanho natural - não mais do que de 25 a 30 por cento", disse Kamal Habib, um antigo membro de um grupo muçulmano militante.

Makyoun também fez fortes críticas à Irmandade por trazer ao primeiro plano extremistas que usam uma retórica violenta nas últimas semanas, dizendo que isso mina ainda mais a popularidade dos islamitas junto à sociedade egípcia.

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