Entidades condenam agressões a jornalistas em protestos no Brasil
Internacional|Do R7
São Paulo, 21 out (EFE).- Representantes de quatro associações de jornais e empresas de comunicação condenaram nesta segunda-feira os ataques a jornalistas em todo o país desde o início das manifestações. De acordo com Théo Rochefort, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Radio e Televisão (ABERT), as ações revelam uma inabilidade destes manifestantes radicais em viver em uma democracia. "Existem mais de 500 emissoras de televisão em todo o país. Só de noticiário nacional, são 14 programas. Se estão insatisfeitos com a cobertura atual, é simples: mudem de canal", afirmou Rochefort durante o Seminário Internacional sobre Violência contra Jornalistas organizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), 96 jornalistas foram agredidos desde o início dos protestos, em junho deste ano. As forças policiais ou agentes da Força Nacional foram responsàveis pela ampla maioria (74%) do total de agressões, ainda de acordo com a análise. Em nota, a Abraji classifica como "inaceitável" a marca de quase 100 agressões em pouco mais de quatro meses e afirma que o índice "não é compatível com a democracia e fere o direito de toda a sociedade à informação". Para o diretor da Associação Nacional das Editoras de Revistas (ANER), Lourival J. Santos, é preciso desvincular o ataque aos jornalistas do ataque aos donos de jornais. De acordo com ele, qualquer manifestação à imprensa é dirigida "à sociedade como um todo". "O jornalismo não é a manifestação da vontade do dono da empresa, mas um conjugado entre a liberdade de expressão e a liberdade pública de acesso aos meios comunicação", defende Lourival. Presente no encerramento do Seminário, o ex-secretário nacional dos Direitos Humanos José Gregori alertou para necessidade de se questionar o que tem levado ao aumento da violência contra os meios de comunicação. "Em qual momento se terá cometido alguma coisa para que a sociedade civil não tivesse aquele respeito e aquela noção da importância da imprensa no processo político?", questionou Gregori em seu discurso de encerramento. EFE cv/id













