Entra em vigor cessar-fogo no leste da Ucrânia
Internacional|Do R7
Kiev, 15 fev (EFE).- O cessar-fogo no leste da Ucrânia entre as forças governamentais e as milícias separatistas pró-Rússia entrou em vigor à meia-noite (20h de Brasília) deste sábado. O acordo para o fim das hostilidades foi alcançado na última quinta-feira na cúpula realizada em Minsk, a capital de Belarus, pelos presidentes de Ucrânia, Petro Poroshenko; Rússia, Vladimir Putin; França, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel. "Quero a paz. Eu, comandante supremo, ordeno às Forças Armadas da Ucrânia, às unidades da Guarda Nacional, do Ministério do Interior e do Serviço de Segurança, o cessar-fogo à 0h15 de 15 de fevereiro", disse Poroshenko em um pronunciamento ao vivo pela televisão por volta da meia-noite. O presidente ucraniano, como comandante do Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia, garantiu que "todo o mundo estará atento sobre como será cumprido o cessar-fogo". "Se nos dão um golpe em uma face, não ofereceremos a outra", advertiu, ao mesmo tempo em que ressaltou que o cessar-fogo nas regiões do leste do país é necessário "não apenas para a Ucrânia, mas para todo o mundo". Poroshenko acrescentou que "vou fazer tudo o que depender de mim para não desperdiçar essa possibilidade extraordinariamente importante para a Ucrânia". O cessar-fogo é o primeiro dos 13 pontos do plano para solucionar o conflito nas regiões orientais ucranianas de Donetsk e Lugansk, que desde a sua explosão, em abril do ano passado, já deixou cerca de 6 mil mortos, entre combatentes e civis. "Estamos diante de uma importante disjuntiva: ou o inimigo interrompe suas ações militares e dá início à regulação política, ou o inimigo nos levará - e a todo o mundo - a uma escalada do conflito", advertiu Poroshenko horas antes da entrada em vigor do acordo para o fim das hostilidades. Além do cessar-fogo, o plano aprovado em Minsk prevê que o armamento pesado seja afastado da linha de separação de forças, a criação de uma ampla zona de segurança e a troca de prisioneiros. Também inclui o restabelecimento do controle de Kiev sobre a fronteira ucraniano-russa e o desarmamento e a saída do país de todos os grupos armados e mercenários estrangeiros que se encontram na zona de conflito. EFE bk-bsi/rpr











