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Equatorianos comemoram acordo com governo nas ruas de Quito

Negociações levaram a acordo para revogar o decreto que havia eliminado subsídios aos combustíveis, pondo fim a onze dias de manifestações nas ruas

Internacional|Do R7, com EFE

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Equatorianos comemoraram acordo nas ruas
Equatorianos comemoraram acordo nas ruas

O governo do Equador e o movimento indígena do país chegaram a um acordo neste domingo (13) para revogar o controverso decreto que eliminou os subsídios aos combustíveis, pondo fim a onze dias de manifestações nas ruas. As informações são do jornal equatoriano El Universo.

O governo anunciou que elaborará um decreto para substituir o 883, que provocou os protestos. O pacto com o movimento indígena alcançado com a mediação da ONU (Organização das Nações Unidas) e da Conferência Episcopal.


Comemoração nas ruas

Ruas de Quito entraram em festa por vitória do povo
Ruas de Quito entraram em festa por vitória do povo

Milhares de equatorianos lotaram as ruas de Quito para comemorar a resolução. 


Famílias inteiras, inclusive com crianças de pijama e com bebês nos braços, saíram às ruas em passeata. No parque de El Arbolito, epicentro dos distúrbios na capital, milhares de manifestantes gritavam insistentemente: "Sim, é possível".

Ficaram para trás os dias de batalha campal contra as forças de segurança, conflitos marcados por pneus em chamas, cortinas de fumaça e muito gás lacrimogêneo.


Na região que deu lugar à festa, os manifestantes começaram a recolher as barricadas que serviram de proteção, especialmente nos últimos dias, quando os protestos se tornaram ainda mais violentas e com forte repressão policial.

'Viva a união do povo organizado'


Centenas de indígenas festejaram a "vitória da luta popular" no lado de fora da Casa de Cultura - centro cultural dirigido pelo governo - com bailes nos quais mostravam suas lanças e faziam soar os tambores aos gritos de: "O povo unido, jamais será vencido".

"Viva a união do povo organizado", gritavam ao mesmo tempo que tocavam instrumentos ancestrais.

O festejo foi sentido tanto dentro como fora da Casa de Cultura, ponto de encontro dos indígenas desde a segunda-feira passada, quando milhares chegaram do interior do país para protestar contra o aumento dos preços dos combustíveis.

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