Espanha fará esforço necessário para assumir "a cota máxima" de refugiados
Internacional|Do R7
Teerã, 7 set (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, garantiu que o país fará o esforço que for necessário para assumir "a cota máxima" de refugiados que lhe corresponda e disse que espera que a Comissão Europeia faça nesta quarta-feira uma proposta "integral e compreensiva". García-Margallo fez estas declarações na entrevista coletiva que deu nesta segunda-feira junto com seu colega iraniano, Mohammad Javad Zarif, no Ministério das Relações Exteriores em Teerã. Está previsto que a Comissão Europeia (CE) proponha aos países-membros na próxima quarta-feira a distribuição de outros 120 mil refugiados dos milhares que chegaram à Hungria, Grécia e Itália, que se somam às 32.256 pessoas que já se comprometeram a receber em julho, com a incógnita ainda de se os parceiros aceitarão um sistema de cotas obrigatórias. Sobre a cota que corresponde à Espanha, o García-Margallo fez menção à reunião da comissão responsável formada por outros sete ministros do governo do país, entre eles o titular da Fazenda e Administrações Públicas, Cristóbal Montoro. "Qualquer compromisso de amparada de refugiados deve ir acompanhado da posta de recursos e meios necessários para lhes proporcionar uma vida digna", ressaltou García-Margallo, que disse que a questão orçamentária não corresponde a seu ministério. O chefe da diplomacia espanhola, em visita oficial ao Irã junto aos ministros do Fomento, Ana Pastor, e da Indústria, José Manuel Soria, assinalou que a UE deve ter um papel "muito mais ativo e generoso" na solução desta crise de refugiados já que se trata de um assunto de direitos humanos e que a imagem do bloco "está sofrendo" na região do Oriente Médio. "Essa perda de imagem pode se transformar, provocar, gerar mais extremismo e mais violência", disse García-Margallo, garantindo que a Espanha está disposta a fazer o "máximo esforço" de solidariedade para amenizar a tragédia. A Síria, com uma população de 22 milhões de habitantes, tem 7,6 milhões de deslocados internos e mais de 4 milhões de refugiados - cerca de 2 milhões na Turquia, mais de 1 milhão no Líbano, 629 mil na Jordânia, 132 mil no Egito e 276 em outros países. Com mais de 250 mil mortos desde o início do conflito há mais de quatro anos, o país tem 12,2 milhões de pessoas que precisam de ajuda humanitária imediata. Por isso, García-Margallo defendeu a adoção de todas as medidas para acabar com o conflito sírio o mais rápido possível. "Seja qual plano que se adote, o importante é acabar com essa situação que se traduz em uma maior presença do Daesh (Estado Islâmico), o inimigo a ser batido, e em tragédias humanas como as que estamos vendo", acrescentou. "A UE tem que honrar os princípios éticos que inspiram o projeto europeu e fazer um esforço maior na assistência aos refugiados que estão em uma situação desesperada. A Espanha tomará parte nesse esforço, assumindo a cota máxima que pudermos atender", disse. Após reiterar que nada que os países europeus fizerem será suficiente para resolver a tragédia, dada a magnitude do problema, García-Margallo afirmou que a CE deve apresentar uma "proposta integral e compreensiva" que trate todos os aspectos em política de asilo e ir às raízes do problema: a pobreza na imigração e os conflitos bélicos nas perseguições que geram os refugiados. EFE bal/lvl (foto) (vídeo)












