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Especialista diz que Israel pode atacar o Irã à revelia dos Estados Unidos

Negociações entre americanos e iranianos avançam, mas o governo Netanyahu pode ter outros interesses, segundo Ricardo Cabral

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estados Unidos e Irã estão perto de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, mediado pelo Paquistão.
  • Israel está preparado para um possível ataque ao Irã sem consultar os americanos pela primeira vez durante o governo Trump.
  • Movimentos de países europeus incluem o envio de embarcações para a região, em resposta ao conflito.
  • O Irã intensifica sua capacidade militar, recebendo mísseis e tecnologia avançada enquanto se discute a negociação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os Estados Unidos e o Irã estão perto de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. Segundo fontes, o memorando, de 14 pontos, encerraria formalmente o conflito, seguido de discussões para desbloquear a navegação pelo estreito de Ormuz, além de suspender as sanções norte-americanas contra o Irã e acordar restrições ao programa nuclear iraniano.

As informações foram reveladas por funcionários do governo paquistanês, responsável pela mediação do acordo. A fonte revelou que o Ministério das Relações Exteriores do Irã está avaliando a proposta norte-americana. Caso as duas partes concordem, o memorando vai dar início a um período de 30 dias de negociações detalhadas para se chegar a um acordo completo.


Embarcação militar com soldados armados no mar, com navios cargueiros ao fundo
Apesar de proposta de cessar-fogo, estreito de Ormuz segue bloqueado Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (6), Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, diz que, para o cessar-fogo, foi acordado que os Estados Unidos cessariam o conflito e o Irã liberaria o Ormuz. Porém, Washington interrompeu o fogo, e a passagem continuou bloqueada.

“O Paquistão solicitou, mandou um esboço de um memorando. Os americanos dizem que não tiveram nada a ver com isso, de mandar proposta. Não foram eles que mandaram, mas foram os paquistaneses, e isso está em análise tanto pelos Estados Unidos quanto pelos iranianos. Não temos uma resposta, mas Trump já deixou claro que a questão nuclear é fundamental, e a questão do estreito de Ormuz”, destaca.


Cabral ressalta a importância de prestar atenção na movimentação dos países europeus em relação ao conflito. O especialista afirma que um porta-aviões francês entrou no Mar Vermelho. Itália e Alemanha pretendem mandar embarcações para a região também, segundo ele.

Israel quer atacar o Irã ‘para ontem’. E as minhas fontes dizem o seguinte: que eles estão com o dedo no gatilho e pode ser, pela primeira vez durante o governo Trump, que eles façam um ataque sem consultar os americanos”, aponta.


O especialista explica que a posição israelense é de que o Irã ganha tempo com a negociação. “Está recebendo mísseis, mais sistemas, recebeu vários carregamentos para mísseis e drones, recebeu radares ultramodernos e mísseis hipersônicos antinavio para atacar os Estados Unidos e Israel.”

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