Estudantes venezuelanos voltam às ruas no domingo
Passeata pedirá liberdade de estudantes presos nos últimos meses
Internacional|Ansa
Estudantes venezuelanos anunciaram uma nova marcha contra o governo de Nicolás Maduro no próximo domingo (1º). Ele sairão às ruas de Caracas para homenagear "os valentes" que foram "detidos, golpeados, torturados e assassinados" durante os últimos protestos.
Desde 12 de fevereiro, quando teve início a onda de manifestações no país, mais de 40 pessoas foram presas, centenas ficaram feridas e mais de mil presas.
Gaby Arellano, líder do movimento estudantil venezuelano disse, em entrevista à ANSA, que "continuamos ligados à verdade e à razão e chamamos nossos pais, irmãos e famílias para se juntar a nós para mostrar a força de todos, a grande maioria. Estamos em desacordo com as políticas e decisões que estão sendo tomadas em Miraflores", a sede do governo local.
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Arellano disse que, embora "a Venezuela tenha criminalizado as manifestações por pensar de forma diferente", os jovens não deixarão de realizar a passeata neste domingo.
"Vamos continuar nas ruas, somos a maioria e vamos demonstrar isso, esta é uma ditadura e estamos resistindo firmemente, focando na luta não violenta, organizada e disciplinada nas ruas pedindo liberdade e democracia na Venezuela", disse.
Cecilia García Arocha, reitora da UCV (Universidade Central da Venezuela), em nome da AVR (Associação Venezuelana de Reitores), exigiu ao governo "a liberdade plena" para todos os estudantes detidos durantes as manifestações antichavistas.
Ela ainda pediu "respeito aos estudantes para protestar pacificamente, o fim da repressão e dos atos violentos por parte de grupos armados e encapuzados dentro das universidades".
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