Internacional Etiópia elege primeira mulher presidente de sua história

Etiópia elege primeira mulher presidente de sua história

No país africano, o presidente é eleito pelo Parlamento e exerce a chefia do Estado, mas não a do governo, tendo uma função mais cerimonial

  • Internacional | Da Ansa Brasil

A eleição de Zewde foi confirmada nesta quinta-feira

A eleição de Zewde foi confirmada nesta quinta-feira

Tiksa Negeri/Reuters - 25.10.2018

A diplomata Sahle-Work Zewde, de 68 anos, entrou para a história nesta quinta-feira (25), ao ser eleita a primeira presidente mulher da Etiópia, se tornando também a única chefe de Estado do sexo feminino em todo o continente africano neste momento.

A eleição de Zewde foi confirmada em uma sessão conjunta das duas câmaras do Parlamento do país, após seu antecessor, Mulatu Teshome, ter renunciado ao cargo, que ele ocupava desde 2013.

"Precisamos nos tornar uma sociedade que rejeita a opressão das mulheres", declarou a recém-eleita presidente da Etiópia. Zewde foi escolhida em meio a uma reforma no gabinete do primeiro-ministro Abiy Ahmed, que estabeleceu que metade de seu ministério será chefiado por mulheres.

"É um movimento histórico a eleição da embaixadora Sahle-Work Zewde como nova presidente da Etiópia, trazendo consigo as habilidades e a experiência certa", escreveu o chefe de gabinete do premier etíope, Fitsum Arega.

No país africano, o presidente é eleito pelo Parlamento e exerce a chefia do Estado, mas não a do governo, tendo uma função mais cerimonial.

Antes de ser nomeada, Zewde foi representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, para a União Africana (UA). Além disso, ocupou o cargo de diretora-geral da ONU em Nairóbi, capital do Quênia.

O ex-presidente Teshome tinha mandato até 2019, porém renunciou sem dar muitas explicações. A mídia local aponta que sua saída foi para equilibrar a composição das etnias entre os altos cargos do governo. Teshome, assim como Ahmed e o ministro das Relações Exteriores Workneh Gebeyehu, é da etnia Oromo, enquanto a recém-eleita presidente é da etnia Amhara.

Ahmed assumiu o governo no primeiro semestre e vem implantando uma agenda reformista que inclui até uma inesperada paz com a Eritreia, com quem o país estava em estado de guerra havia 20 anos.

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