EUA afirma que execução na Coreia do Norte demonstra "brutalidade" do regime
Internacional|Do R7
Washington, 13 dez (EFE).- O governo dos Estados Unidos disse nesta sexta-feira que a execução de Jang Song-Thaek, tio do líder norte-coreano Kim Jong-un e um dos homens mais poderosos do regime, é uma amostra da "brutalidade" e da falta de respeito pelos direitos humanos no país asiático. A porta-voz adjunta do Departamento de Estado, Marie Harf, não quis especular sobre os motivos da execução de Jang, casado com a irmã do falecido líder Kim Jong-il, e do que levou ao expurgo do regime comunista norte-coreano. "Não vamos especular sobre uma decisão interna, mas (a execução) é uma amostra dos valores do regime e da sua falta de respeito pela vida humana que os leva a ter um dos piores históricos de respeito aos direitos humanos do mundo", indicou Harf. Considerado um dos políticos mais aberto do conservador regime norte-coreano, Jang foi executado nesta quinta-feira acusado, entre outros vários crimes, de tramar um golpe de Estado para tomar o poder. Jang aumentou sua influência durante o mandato de Kim Jong-il, apesar de ter sido afastado da vida pública durante um tempo e, após a morte de Kim, em dezembro de 2011, e a chegada ao poder de seu filho, foi protagonista na transição. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse hoje que os Estados Unidos não pôde confirmar de maneira independente que Jang tenha sido executado. "Mas não temos razões para duvidar do anúncio oficial", transmitido ontem pela agência estatal norte-coreana "KCNA", disse. Na opinião de Carney, sua morte "é outro exemplo da extrema brutalidade do regime norte-coreano", cujo expurgo foi anunciado por Pyongyang em 9 de dezembro, poucos dias antes que de ser julgado e executado. "Nossa política para a Coreia do Norte continua sendo a mesma e continuamos focados na necessidade de que a Coreia do Norte abandone seu programa nuclear, embora (após o expurgo) vamos aumentar os contatos com nossos parceiros e aliados sobre a situação interna norte-coreana", apontou Harf. A possibilidade de o regime da Coreia do Norte planejar uma ação provocativa contra a Coreia do Sul para desviar a atenção e se avalizar internamente não foi descartada pelo departamento de Estado americano. EFE jmr/cd











